segunda-feira, 24 de junho de 2013


Ontem, dia 23/06 ocorreu a festa junina do GAPT (Grupo de Apoio Pedagógico do Tatuapé), e é claro que alguns participantes da pastoral da Saúde não poderiam faltar nesta tarde de muita alegria, comidas típicas e brincadeiras!
Obrigado ao GAPT pelo convite e ano que vem estaremos juntos novamente!

sexta-feira, 14 de junho de 2013


Você sabia que dia 14 de junho é dia mundial do doador de sangue?

Abaixo você encontra orientações de como ser um doador e como proceder
Fonte: http://www.inca.gov.br/conteudo_view.asp?id=119
Site do INCA- acesso em: 14/06/2013

Orientações para doadores de sangue Há critérios que permitem ou que impedem uma doação de sangue, que são determinados por normas técnicas do Ministério da Saúde, e visam à proteção ao doador e a segurança de quem vai receber o sangue.

O doador deve...- trazer documento oficial de identidade com foto (identidade, carteira de trabalho, certificado de reservista, carteira do conselho profissional ou carteira nacional de habilitação);
- estar bem de saúde;
- ter entre 16 (dos 16 até 18 anos incompletos, apenas com consentimento formal dos responsáveis) e 67 anos, 11 meses e 29 dias;
- pesar mais de 50 Kg;
- não estar em jejum; evitar apenas alimentos gordurosos nas três horas que antecedem a doação.

Impedimentos temporários - Febre- Gripe ou resfriado- Gravidez
- Pós-parto: parto normal, 90 dias; cesariana, 180 dias- Uso de alguns medicamentos- Pessoas que adotaram comportamento de risco para doenças sexualmente transmissíveis




Cirurgias e prazos de impedimentos
- Extração dentária: 72 horas
- Apendicite, hérnia, amigdalectomia, varizes: três meses
- Colecistectomia, histerectomia, nefrectomia, redução de fraturas, politraumatismos sem seqüelas graves, tireoidectomia, colectomia: 6 meses
- Ingestão de bebida alcoólica no dia da doação
- Transfusão de sangue: 1 ano
- Tatuagem: 1 ano
- Vacinação: o tempo de impedimento varia de acordo com o tipo de vacina

Impedimentos definitivos- Hepatite após os 10 anos de idade
- Evidência clínica ou laboratorial das seguintes doenças transmissíveis pelo sangue: hepatites B e C, Aids (vírus HIV), doenças associadas aos vírus HTLV I e II e Doença de Chagas
- Uso de drogas ilícitas injetáveis
- Malária
Intervalos para doação - Homens: 60 dias (até 4 doações por ano)- Mulheres: 90 dias (até 3 doações por ano)
Doe sangue com responsabilidade
Você sabe o que é
janela imunológica? É o período entre a contaminação da pessoa por um determinado agente infeccioso (HIV, hepatite...) e a sua detecção nos exames laboratoriais.
No período da janela imunológica, os exames são negativos, mas mesmo assim o sangue doado é capaz de transmitir o agente infeccioso aos pacientes que o receberem.
A sinceridade ao responder as perguntas do questionário que antecede a doação é importante para evitar a transmissão de doenças aos pacientes.

Nunca doe sangue se você quiser apenas fazer um exame para Aids. Neste caso, procure um Centro de Testagem Anônima e gratuita.
Informe-se pelo Disque-Saúde: 0800-61-1997 ou pelos Centros de Testagem Anônima.
Cuidados pós-doação
- Evitar esforços físicos exagerados por pelo menos 12 horas
- Aumentar a ingestão de líquidos
- Não fumar por cerca de 2 horas
- Evitar bebidas alcóolicas por 12 horas
- Manter o curativo no local da punção por pelo menos de quatro horas
- Não dirigir veículos de grande porte, trabalhar em andaimes, praticar paraquedismo ou mergulho
Em caso de dúvidas, entrar em contato com o Serviço de Hemoterapia do INCA pelo telefone (21) 3207-1580 / 3207-1021 e 3207-1058.






Local e horário para doação:
Hospital do Câncer I (Unidade Hospitalar do INCA)
Praça Cruz Vermelha, 23 / 2° andar - Centro - Rio de Janeiro
Horário: segunda a sexta-feira das 7h30 às 14h30
sábados das 8h às 12h
Para doação de plaquetas é necessário agendar horário pelo telefone (21) 3207-1064

terça-feira, 14 de maio de 2013

Boa noite a todos!
 

segunda-feira, 13 de maio de 2013


Vamos falar de refluxo?


Para um bom tratamento, é importante que conheçamos sempre o que temos e como podemos prevenir.
Então, vamos entender mais sobre o refluxo e como podemos preveni-lo?

 

 


O QUE É REFLUXO?

Refluxo é o retorno do conteúdo ácido do estômago para o esôfago (tubo que leva o alimento da boca até o estômago), garganta e boca. De forma geral, esse conteúdo ácido é resultado do processo digestivo, deflagrado pelo estômago após a ingestão de bebidas e alimentos.

 
O QUE É A DOENÇA DO REFLUXO?

É a doença mais comum do tubo digestivo. Nas pessoas normais, o conteúdo do estômago (comida ou ácido clorídrico) não volta ou reflui para o esôfago. Entretanto, nas pessoas acometidas com a doença do Refluxo, a comida do estômago e os ácidos que a processam voltam ou refluem com freqüência.
Quando isso acontece, fica diagnosticado um quadro sintomático que precisa de atenção a tratamento.

 
QUAIS SÃO AS PRINCIPAIS CAUSAS DO REFLUXO?

Sua principal causa é o enfraquecimento de uma válvula que fica entre o esôfago e o estômago, responsável por manter o alimento no estômago. Ao enfraquecer, essa válvula permite que o ácido ou a comida que estava no estômago volte ou retorne para o esôfago, causando o Refluxo.
Logo abaixo do esôfago existe uma abertura que se chama diafragma, E que, quando está aberta, pode permitir que a parte do estômago suba para dentro do tórax, podendo formar uma hérnia de hiato. Esse tipo de hérnia também é responsável pelo enfraquecimento da válvula e o aumento do refluxo.
O fumo, a cafeína, o álcool e a obesidade também podem causar o refluxo.
 

QUAIS SÃO OS PRINCIAIS SINTOMAS DO REFLUXO?

  • Azia
  • Tosse
  • Irritação na garganta
  • Queimadura no peito ou esôfago
  • Rouquidão (laringite)
  • Garganta irritada ou com coceira
  • Refluxo de ácido ou comida para o peito ou garganta
  • Dificuldade para engolir alimentos
  • Asma brônquica ou bronquite
  • Sangramento e anemia

COMO PREVENIR O REFLUXO?

·         Consultar um especialista ao menor sinal de algum dos sintomas
            ·         Evitar ingerir bebidas alcoólicas
            ·         Manter uma alimentação saudável
            ·         Não fumar
            ·         Elevar a cabeceira da cama de 15 a 20 cm
            ·         Evitar dormir ou deitar com o estômago cheio

 
COMO TRATAR O REFLUXO?

É imprescindível a avaliação de um médico especialista antes de iniciar qualquer tipo de tratamento.
De maneira geral, os casos mais leves podem ser tratados com medicamentos antiácidos.
Nos casos mais graves, a cirurgia é o mais indicado. O procedimento consiste na correção da hérnia de hiato, ou na reparação da válvula enfraquecida por meio de implantação de uma válvula antirrefluxo.
 

ATENTE-SE PARA OS PRINCIAIS SINTOMAS DO REFLUXO

  • Queimadura no peito ou esôfago
  • Azia
  • Tosse
  • Irritação na garganta
  • Rouquidão (laringite)
  • Garganta irritada ou com coceira
  • Refluxo ácido ou comida para o peito ou garganta
  • Dificuldade para engolir alimentos
  • Asma brônquica ou bronquite
  • Sangramento e anemia

FONTE: Folheto informativo do Hospital Cema

 

 

Vamos falar de conjuntivite?

 
Nesta época do ano é muito comum que as pessoas peguem conjuntivite, então porque não entendermos mais sobre o assunto e como se prevenir ou tratar dela.

 

 

 
O QUE É A CONJUNTIVITE?

É a inflamação da conjuntiva ocular, membrana transparente que envolve os olhos e a parte interior das pálpebras. Pode ocorrer de forma infecciosa, alérgica ou tóxica. A Conjuntivite pode persistir pelo período de uma semana a vinte dias, podendo variar de acordo com o caso e não deixa seqüelas definitivas na grande maioria das vezes.

 
QUAIS SÃO AS PRINCIPAIS CAUSAS DA CONJUNTIVITE?

Pode ser causada por bactérias, vírus, doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), substâncias irritantes (fumaça, poeira, xampus, cloro de piscina) e alergias.
A transmissão de uma pessoa para outra só ocorre por meio de contato físico direto (beijos, abraços), aperto de mão seguido de toque da mão no olho ou uso de objetos (fronhas, toalhas, etc), portanto, não há transmissão através do ar como no caso da gripe, faringite ou pneumonia.
 
QUAIS SÃO OS PRINCIPAIS SINTOMAS DA CONJUNTIVITE?

Os sintomas variam de acordo com a causa e de acordo com cada pessoa.
As pessoas com Conjuntivite podem apresentar quadros clínicos distintos, pois a reação de cada organismo é diferente. Em geral, os sintomas são:

  • Olhos vermelhos (todos os casos)
  • Sensação de areia nos olhos (todos os casos)
  • Visão turva (maioria dos casos)
  • Coceira (alérgica)
  • Presença de muco (alérgica)
  • Dor e sangramento (infecciosa)
  • Lacrimejamento (infecciosa)
  • Secreção amarelada e grossa, principalmente ao acordar (infecciosa)
  • Sensibilidade a luz (infecciosa)

COMO EVITAR QUE A CONJUNTIVITE SE ESPALHE?

Para se prevenir contra a Conjuntivite, uma das principais recomendações é sempre lavar as mãos antes de depois de tocar ou coçar os olhos. Para evitar sua propagação, algumas recomendações:

  • Evitar coçar o (os) olho (os) infectado (os)
  • Não permitir que a secreção se acumule
  • Separar os itens de uso pessoal (toalhas, fronhas, lençóis, objetos, talheres, canetas, copos, etc)
  • Não compartilhar maquiagem ou lentes de contato
  • Evitar tocar os olhos com frasco de colírio ou outros medicamentos
  • Evitar ambientes fechados, com ar-condicionado, pois favorecem a proliferação de bactérias.

COMO TRATAR A CONJUNTIVITE?
 
É imprescindível a avaliação de um oftalmologista antes de iniciar o tratamento, pois este varia de acordo com o tipo de conjuntivite contraída e com a avaliação do especialista no momento da consulta. De maneira geral, o tratamento da Conjuntivite consiste em:

  • Compressas geladas
  • Limpeza do rosto e das pálpebras com água e sabão neutro para eliminar crostas
  • Utilização de colírios lubrificantes devidamente prescritos pelo médico
  • Suspensão do uso de lentes de contato, que devem ser trocadas por novas após a cura da doença.

ATENTE-SE PARA OS PRINCIAIS SINTOMAS DA CONJUNTIVITE:

·         Olhos vermelhos
            ·         Sensação de areia nos olhos
            ·         Visão turva
            ·         Coceira
            ·         Presença de muco
            ·         Dor e sangramento
            ·         Lacrimejamento
            ·         Secreção amarelada e grossa principalmente ao acordar
            ·         Sensibilidade à luz.

 
FONTE: Folheto informativo do Hospital Cema

 

 

sábado, 4 de maio de 2013

Cuidados na prevenção


Invista em uma caixa de primeiros socorros para ter sempre em casa
 
 
 
Foto: Getty Images

    Como diz o ditado: é melhor prevenir do que remediar. Ainda mais quando se tem crianças em casa. Mas, às vezes, mesmo com todo o cuidado do mundo, acidentes acontecem e nessa hora o melhor é ter sempre à mão itens utéis para enfrentar um tombo, uma queimadura ou algum acidente doméstico. Preparemos uma lista para você saber o que não deve faltar na sua farmacinha caseira.

-Antitérmico;
- algodão;
- gaze estéril;
- antigases;
- esparadrapo;
- curativos tipo "band-aid";
- tesourinha;
- álcool;
- soro fisiológico;
- spray ou pomada antisséptica;
- termômetro;
- anti-inflamatório;
- colher medida para soro caseiro.

Fonte: (http://saude.terra.com.br/primeiros-socorros/confira-itens-indispensaveis-para-sua-farmacia-caseira,91084de585f27310VgnCLD100000bbcceb0aRCRD.html)


domingo, 14 de abril de 2013

Campanha de vacinação contra gripe 2013 é lançada

O Ministério da Saúde lançou na semana passada a campanha de vacinação contra a gripe de 2013. O período de vacinação será entre 15 e 26 de abril. A intenção é vacinar ao menos 80% das 39,2 milhões de pessoas que são cobertas pela campanha. Poderão receber a dose de vacina as pessoas com 60 anos ou mais, crianças de 6 meses a dois anos, indígenas, gestantes, pessoas privadas de liberdade, profissionais de saúde, doentes crônicos e, neste ano, foram inclusas as mulheres que deram à luz nos últimos 45 dias.
Entre os doentes crônicos estão pessoas com doenças cardíacas, pulmonares obesos e transplantados. Já as mulheres em puerpério (período de até 45 dias após o parto) foram incluídas por apresentarem a mesma vulnerabilidade de grávidas e por ajudarem a proteger o bebê pela amamentação, já que parte dos anticorpos contra o vírus da gripe pode ser transmitido pelo leite materno.
Para saber mais sobre a campanha acesse http://portalsaude.saude.gov.br/portalsaude/noticia/9975/162/saude-lanca-campanha-de-vacinacao-contra-a-gripe.html

** extraido do Blog do Doutor Jairo Bouer - http://drjairobouer.blog.uol.com.br/arch2013-03-31_2013-04-06.html 01.04.2013

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Por uma alimentação sustentável, variada e sem pressa

Mil e uma tarefas, o horário do almoço minguando, hora de recorrer à cadeia de fast food mais próxima para “ganhar tempo”: cena cotidiana, especialmente a partir das últimas décadas do Século 20, já que são poucos aqueles que conseguem dedicar tempo para preparar uma alimentação saudável. Entretanto, na contramão, há cada vez mais pessoas no mundo que se levantaram contra a tendência à alimentação “rápida e pasteurizada”: os adeptos do slow food, um estilo de vida que propõe resgatar os prazeres da boa mesa, unindo o prazer da alimentação à ecogastronomia, preservando os sabores regionais e a biodiversidade agrícola.

O movimento slow food prega o direito e a valorização do prazer da alimentação, utilizando produtos artesanais cuja fabricação respeite o meio ambiente e os produtores. Dentre seus princípios estão a restituição da dignidade cultural ao alimento, favorecimento da sensibilidade do gosto e luta pela preservação e uso sustentável da biodiversidade.

Seus seguidores buscam a proteção de espécies vegetais e animais, contribuindo com a defesa do meio ambiente, da cozinha típica regional, dos produtos saborosos e do prazer da alimentação. Há inclusive um catálogo, a Arca do Gosto, criado em 1996, que reúne produtos de todo o mundo ameaçados de extinção, mas que ainda resistem e possuem potencial de cultivo e comercialização. Dentre os produtos brasileiros na lista, podemos destacar o pirarucu, o umbu, o palmito juçara, o pequi e a mangaba.

“Por que maltratar o que a gente vai comer?”

O slow food também ganhou adeptos dentro da alta gastronomia. Cresce entre os chefs a defesa dos ingredientes orgânicos, regionais e sazonais e do resgate da simplicidade na cozinha. É cada vez mais notória a necessidade de que o gastrônomo precisa ser o que Carlo Petrini (fundador do Movimento Slow Food) definiu como coprodutor: alguém conhecedor da agricultura e pecuária, das condições dos trabalhadores do campo, da procedência dos produtos, que rejeita meios de transporte poluidores em excesso e empresas que arruínam culturas locais ao se instalarem nas comunidades.

No último Ver-O-Peso da Cozinha Paraense, chefs falaram da importância do slow food e da sustentabilidade na gastronomia. O evento gastronômico foi originalmente organizado pelo falecido chef Paulo Martins – único brasileiro no ranking Top Green Chefs. Ele ocorre há dez anos em Belém do Pará e, agora, é organizado pela esposa de Martins, Tânia, e suas filhas, Joana e Daniela.

Em palestra no evento, o chef Alex Atala (D.O.M. e Dalva & Dito, em São Paulo) ressaltou a importância da sustentabilidade na gastronomia desde a cadeia de produção do alimento, com respeito aos períodos de manejo, plantio e colheita dos frutos, da pesca de determinadas espécies, assim como da aquisição de ingredientes produzidos o mais próximo possível, para gastar menos recursos naturais e combustível, e gerar riquezas para as populações locais. Atala também atentou para a forma como o alimento é conhecido e tratado pelos produtores, revendedores e consumidores: “falta às pessoas conhecer mais a respeito dos ingredientes locais e, principalmente, falar melhor a respeito deles, sistematizar as informações sobre o que é nosso. Além disso, o modo como os alimentos são manuseados e armazenados por vezes faz com que a qualidade deixe a desejar. Fica o questionamento: por que maltratar o que a gente vai comer? O comércio sustentável e limpo dos produtos só traz benefícios para a população local”.

In loco é mais saboroso

O chef Carlos Bertolazzi (Spago e Zena Caffè, em São Paulo) foi enfático ao dizer que é importante conhecer ingredientes de diversas regiões do país e do mundo, mas que o interessante é que se vá à região onde eles são produzidos ao invés de retirá-los do local de origem. Utilizando a cozinha paraense como exemplo, o chef disse que é muito diferente consumir os produtos mais frescos e saborosos na atmosfera amazônica: “venham para o Pará, não levem o Pará daqui”.

O chef Fábio Sicília (Famiglia Sicilia, no Pará) comentou sobre o respeito à sazonalidade dos ingredientes: “as pessoas querem comer tomate o ano inteiro, mas o tomate não dá o ano inteiro”, afirma. Fábio é líder e fundador do Convivium Amazônia, um dos muitos convivia slow food espalhados pelo mundo. Os convivia são grupos locais que divulgam a filosofia do slow food e conectam os pequenos produtores de qualidade à grande rede formada pelo movimento, fazendo manifestações para valorizá-los e aproximá-los dos consumidores. Só no Brasil, há atualmente 30 convivium. Ao redor do mundo, mais de 1.500.

Além de promover uma relação mais saudável do homem com o alimento, a filosofia slow food chama a atenção para a relação homem-natureza, mostrando que podemos contribuir para a proteção ambiental enquanto nos alimentamos, além de beneficiar a cultura e a economia dos produtores da região onde moramos ou visitamos. O turismo gastronômico é uma das áreas de potencial que o movimento slow food pode impulsionar.

* Publicado originalmente no site Adital.
Postado por: Leonardo Araújo


Quem cuida do cuidador?

As primeiras e mais ancestrais cuidadoras são nossas mães e avós, que desde o início da humanidade cuidaram de sua prole. Caso contrário, não estaríamos aqui escrevendo sobre o cuidado.

Neste contexto, queremos mencionar duas figuras, verdadeiros arquétipos do cuidado: o médico suíço Albert Schweitzer (1875-1965) e a enfermeira inglesa Forence Nightingale (1820-1910).

Albert Schweitzer era exímio exegeta bíblico e um dos maiores concertistas de Bach de seu tempo. Aos trinta anos, já com fama em toda a Europa, largou tudo, estudou medicina para, no espírito das bem-aventuranças de Jesus, cuidar dos mais pobres dos pobres (os hansenianos), em Lambarene no Gabão. Numa de suas cartas confessa explicitamente: “o que precisamos não é de missionários que queiram converter os africanos, mas de pessoas dispostas a fazer aos pobres o que deve ser feito, se é que o Sermão da Montanha e as palavras de Jesus possuem algum valor. Minha vida não está nem na arte nem na ciência, mas em ser um simples ser humano que no espírito de Jesus faz algo por insignificante que seja”. Foi dos primeiros a ganhar o Prêmio Nobel da Paz.

Por cerca de quarenta anos viveu e trabalhou num hospital por ele construído com o dinheiro de turnês de concertos de Bach. Nas poucas horas vagas, teve tempo para escrever vasta obra centrada na ética do cuidado e do respeito pela vida. Formulou assim seu lema: “a ética é a responsabilidade ilimitada por tudo o que existe e vive”. Numa outra obra assevera: “a ideia-chave do bem consiste em conservar a vida, desenvolvê-la e elevá-la ao mais alto valor; o mal consiste em destruir a vida, prejudicá-la e impedir que se desenvolva plenamente; este é o princípio necessário, universal e absoluto da ética”.

Outro arquétipo do cuidado foi a enfermeira inglesa Florence Nightingale. Humanista e profundamente religiosa, decidiu melhorar os padrões da enfermagem em seu país.

Em 1854, com outras 28 companheiras, Florence se deslocou para o campo de guerra na Crimeia da Turquia, onde se empregavam bombas de fragmentação que produziam muitos feridos. Aplicando no hospital militar a prática do rigoroso cuidado, em seis meses reduziu de 42% para 2% o número de mortos. Este sucesso granjeou-lhe notoriedade universal.

De volta ao seu país, e depois nos Estados Unidos, criou uma rede hospitalar que aplicava o cuidado como eixo norteador da enfermagem e como sua ética natural. Florence Nightingale continua a ser uma referência inspiradora.

O operador da saúde é por essência um curador. Cuida dos outros como missão e como opção de vida. Mas quem cuida do cuidador, título de um belo livro do médico Dr. Eugênio Paes Campos (Vozes, 2005)?

Partimos do fato de que o ser humano é, por sua natureza e essência, um ser de cuidado. Sente a predisposição de cuidar e a necessidade de ser ele também cuidado. Cuidar e ser cuidado são existenciais (estruturas permanentes) e indissociáveis.

É notório que o cuidar é muito exigente e pode levar o cuidador ao estresse. Especialmente se o cuidado constitui, como deve ser, não um ato esporádico, mas uma atitude permanente e consciente. Somos limitados, sujeitos ao cansaço e à vivência de pequenos fracasos e decepções. Sentimo-nos sós. Precisamos ser cuidados, caso contrário, nossa vontade de cuidar se enfraquece. Que fazer então?

Logicamente, cada pessoa precisa enfrentar com sentido de resiliência (saber dar a volta por cima) esta situação dolorosa. Mas este esforço não substitui o desejo de ser cuidado. É então que a comunidade do cuidado, os demais operadores de saúde, médicos e o corpo de enfermagem devem entrar em ação.

O enfermeiro ou a enfermeira, o médico e a médica sentem necessidade de serem também cuidados. Precisam se sentir acolhidos e revitalizados, exatamente, como as mães fazem com seus filhos e filhas. Outras vezes, sentem necessidade do cuidado como suporte, sustentação e proteção, coisa que o pai proporciona a seus filhos e filhas.

Cria-se então o que o pediatra R. Winnicott chamava de holding, quer dizer, aquele conjunto de cuidados e fatores de animação que reforçam o estímulo para continuarem no cuidado para com os pacientes.

Quando este espírito de cuidado reina, surgem relações horizontais de confiança e de mútua cooperação, se superam os constrangimentos, nascidos da necessidade de ser cuidado.

Feliz é o hospital e mais felizes são ainda aqueles pacientes que podem contar com um grupo de cuidadores. Já não haverá “prescrevedores” de receitas e aplicadores de fórmulas, mas “cuidadores” de vidas enfermas que buscam saúde. A boa energia que se irradia do cuidado corrobora na cura.

* Leonardo Boff é teólogo, filósofo e escritor, autor de Tempo de Transcendência: o ser humano como projeto infinito, Vozes, 2005.

** Publicado originalmente no site Adital.

Postado por: Leonardo Araújo

Baixa autoestima e solidão estimulam o vício em internet

                                                                                                                                                                                      Aproximadamente 45 milhões de pessoas são consideradas usuários ativos.

A praticidade e a agilidade proporcionadas pela web provocam, em alguns usuários, o isolamento do mundo real, levando-os a buscar, nos meios digitais e eletrônicos, refúgio para problemas do cotidiano. Pesquisa realizada pelo Ibope, em agosto de 2011, apontou que mais de 45 milhões de pessoas são consideradas usuários ativos da internet. Entretanto, nem sempre este relacionamento é saudável. Com o fácil acesso proporcionado pelo uso de celulares e tablets, por exemplo, o uso da tecnologia surge como um perigo para aqueles que não conseguem se desconectar, por um só minuto, das redes de relacionamento e jogos online.

Segundo uma pesquisa realizada pela Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, 10% dos entrevistados referem-se à internet como um meio de conforto e consolo para situações negativas. “Aspectos psicológicos e sociais, tais como a depressão, a solidão, o isolamento e as fobias sociais, são fatores para que o dependente em internet encontre no mundo virtual formas de desabafar, desestressar e conseguir novos amigos”, diz a doutora Dora Sampaio Goes, psicóloga do grupo de Dependência da Internet do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Pessoas com características como timidez e baixa proatividade estão mais suscetíveis ao desenvolvimento deste transtorno. “Grande parte dos viciados é de indivíduos que já apresentam o quadro de alguma doença psiquiátrica, como o TOC ou o déficit de atenção”, informa a especialista.

Relacionamento interpessoal

Em muitos casos, as pessoas colocam em risco seus respectivos empregos e o convívio familiar em razão dos vícios em jogos eletrônicos e internet. Para a psicóloga, negligenciar tarefas do cotidiano para passar mais tempo na web, como deixar de cumprir compromissos, acarreta em prejuízos na vida social da pessoa.

Outra questão é a criação de uma segunda identidade. A fim de esconder características pessoais para impressionar o outro, internautas encontram na virtualidade um campo propício para agir de maneira mais livre do que reagiria pessoalmente. Neste cenário, os meios digitais agregam pessoas que, por vergonha e receio de conversar e expor suas ideias, ou mesmo para enaltecer uma personalidade falsa, sentem-se encorajados em relacionar-se.

Adolescentes e jovens são o perfil mais suscetível aos encantos da internet. Por isso, segundo a doutora Dora Sampaio Goes, os pais devem ficar atentos ao relacionamento dos filhos com as novas tecnologias. “Os pais devem restringir o tempo de uso, propor outras atividades que não são ligadas à internet e ter um relacionamento aberto e franco com o filho para entender qual é o uso que eles fazem desta ferramenta”, reforça a doutora Dora Sampaio Goes.

“Quando se fala em internet, podemos associar ao uso descontrolado e dependência absurda do celular. Qualquer assunto é motivo para se conectar e isto acaba resultando em uma fissura”, diz a psicóloga, acrescentando que o tratamento oferecido pelo Hospital das Clínicas de São Paulo tem abordagem multidisciplinar. “Primeiro é feita uma pré-triagem para detectar os sintomas, em seguida, é realizada uma consulta com o psiquiatra. Após estes procedimentos, é encaminhado ao paciente um plano terapêutico, que pode ser feito individualmente ou em grupo. O tratamento é feito com acompanhamento psicológico e psiquiátrico”, conclui.

* Publicado originalmente no site Saúde em Pauta.
(Saúde em Pauta)
Postado por: Leonardo Araújo


Brasil registra aumento nos casos de acidentes de trabalho

Empresas que seguem à risca o protocolo garantem boa saúde ao funcionário.

Neste 1º de maio, Dia Mundial do Trabalho, o tão esperado feriado pode não ser tão agradável para alguns brasileiros incluídos nas estatísticas de doenças e acidentes causados no ambiente de trabalho. Segundo o Anuário Estatístico da Previdência Social, em uma sequência crescente, o Brasil teve 340 mil acidentes de trabalho em 2001, 653 mil no ano de 2007, e 723 mil ocorrências em 2009, sendo 2.496 óbitos, quase sete pessoas mortas diariamente decorrentes de acidentes ocasionados no serviço ou no percurso entre a residência e o trabalho.

Os tipos de doenças e acidentes de trabalho variam conforme o segmento da empresa, o porte e a responsabilidade da instituição em preservar a vida dos funcionários. Em se tratando de escritório, por exemplo, as lesões e inflamações de membros são as mais comuns. No entanto, ao contrário do que se propagava anteriormente, a LER (Lesão por Esforço Repetitivo) é causada prioritariamente pelo estado emocional do funcionário e não apenas pela repetição dos movimentos. “85% dos casos identificados no passado como LER, incluindo até pessoas que já estão aposentadas e têm buscado a revisão junto ao INSS, observa-se hoje que se tratava de questões ligadas à saúde mental, como alterações psicossomáticas ou quadros de depressão”, alerta o ortopedista e presidente do Comitê de Mão da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, doutor Paulo Randal Pires.

De acordo com o ortopedista especialista, para evitar a patologia, o trabalhador precisa estar atento à sua ergonomia, ou seja, observar a posição, os apoios e procurar relaxar a musculatura, mantendo uma posição correta frente ao computador. Fazer intervalos durante o trabalho e movimentar o corpo também são atitudes importantes. Mas é a prática de atividades físicas que vai “dar um bom condicionamento físico, melhorando a parte muscular do corpo, e ainda ajudar na saúde mental, por conta da liberação de endorfina”, reforça o especialista.

Fatores de risco

A implantação do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais, o chamado PPRA, criado pela Secretaria de Segurança e Saúde do Ministério do Trabalho, prevê as normas de segurança que devem ser seguidas pelas empresas e elenca os seguintes pontos como fatores de risco: agentes físicos (ruídos, vibrações, pressões anormais, temperaturas externas, radiações ionizantes e não ionizantes), agentes químicos (poeira, fumo, névoas, neblinas, gases e vapores), e agentes biológicos (vírus, bactérias, fungos, parasitas). A exposição excessiva a qualquer uma dessas situações e sem os cuidados devidos podem ocasionar sérios danos à saúde.

Programas de treinamento, orientação sobre o uso correto de equipamentos de segurança e realização de exames médicos periódicos são ações fundamentais para uma manutenção saudável do ambiente e da saúde do trabalhador. Ao mesmo tempo, cada funcionário precisa ter em mente a importância de cumprir os requisitos exigidos pela empresa com o intuito primordial de garantir a sua própria vida.

Histórico

Primeiro país a ter um serviço obrigatório de segurança e medicina do trabalho em empresas, criado em 1972, o Brasil e suas instituições seguem em busca de se adequar às normas de segurança e, sobretudo, de reduzir os números geralmente explícitos em seus murais dos acidentes e doenças de trabalho.

* Publicado originalmente no site Saúde em Pauta.
Fonte: http://envolverde.com.br/saude/

Postado por: Leonardo Araújo




Cinco dicas de saúde que perderam a validade

Fique atento a velhas ideias largamente aceitas e que andam sendo contestadas pelos médicos. Abaixo você confere uma lista de cinco dicas de saúde que estão sendo questionadas por novos estudos.

1. Uma aspirina por dia faz bem para a saúde

Se você é saudável, não é necessário fazer a terapia da aspirina, apesar de se saber que o consumo diário de aspirinas pode prevenir enfartes do coração em pessoas com doenças coronárias. Porém, um estudo da organização European-based Aspirin for Asymptomatic Atherosclerosis (AAA), publicado na Espanha, diz que pessoas saudáveis que tomam aspirinas diariamente para prevenir problemas do coração podem na realidade tornar-se mais propensas a terem acidentes vasculares cerebrais (AVC) hemorrágicos ou sangramentos internos no corpo, o que não compensaria o risco. Para essas pessoas, o exercício diário ainda é a melhor opção.

2. Correr faz mal ao joelho

Durante muito tempo os médicos sugeriram que nadar e andar era melhor do que correr, pois se assumia que esta prática, com o tempo, destruiria o joelho. Novos estudos mostram que correr e ter problemas nos joelhos são duas coisas diferentes. Uma pesquisa da Universidade de Stanford, Estados Unidos, mostrou que, em 20 anos, apenas 7% de um grupo de corredores pesquisados tiveram problemas nos joelhos. Os maiores problemas foram associados a ferimentos fora da corrida e por correr de forma errada ou com equipamento de má qualidade.

3. Bronzeado é sinônimo de saúde

Radiação ultravioleta causa câncer, já se sabe. Em 2009, a superexposição ao Sol se juntou ao tabaco na lista dos maiores causadores de câncer no mundo. Na realidade, é necessário algum tempo ao Sol para que o organismo absorva vitamina D. O que se discute agora é qual o tempo mínimo que se deve ficar ao Sol.

4. Comida saudável a qualquer custo

Nada errado em uma alimentação saudável, certo? Mas qual o limite? Nos últimos anos, os médicos identificaram um transtorno alimentar chamado por alguns de “ortorexia nervosa”. São aqueles indivíduos que simplesmente não aceitam a ideia de comer qualquer coisa que não seja natural. Outros adotam dietas restritivas em longo prazo e ainda há aqueles que optam por comer somente comidas de uma culinária exótica específica (normalmente ligada a uma ideia de purificação corporal). Seja qual for a opção, a obsessão pode resultar em falta de vitaminas. Quanto mais variada a alimentação, mais seu corpo se torna saudável.

5. Margarina é melhor que manteiga

Margarina pode ter menos colesterol que a manteiga, mas agora se sabe que a gordura trans contida na margarina não só pode aumentar os índices de colesterol “ruim” como diminuir o colesterol “bom”. Em vez de substituir a manteiga, tente diminuir o consumo ou trocar por óleo de oliva (que é uma opção saborosa).

* Publicado originalmente no site O que eu tenho.

(O que eu tenho)

Fonte: http://envolverde.com.br/saude/

Postado por: Leonardo Araújo




O estresse também pode ser bom

Sempre que falamos em estresse pensamos em sensações negativas atreladas às mais variadas situações de adversidade, ou seja, ele é naturalmente relacionado a algo que faz mal à saúde. Porém, ao contrário do que muitos acreditam, o conceito criado pelo médico canadense Hans Selye é mais amplo. O estresse, em si, não é negativo ou positivo, adquirindo esta característica de acordo com a forma da pessoa vivenciar uma determinada situação. Por isso, temos o eustresse (“eu” do grego: bom, bonito) e o distresse (“dis” do grego: mal estado, defeito, dificuldade).

Então, o estresse também pode ser usado na perspectiva positiva, é o “estresse bom”, necessário à vida e que se manifesta quando acontecem fatos construtivos e percebidos pelo indivíduo como interessantes, como por exemplo, uma promoção no trabalho que pode trazer mais responsabilidades, mas também mais satisfações. Ou como um atleta que vai participar de uma prova de cem metros rasos, e antes da competição seu organismo se prepara aumentando a atenção, força física e resistência necessária para se alcançar o objetivo no curto prazo. Em outras palavras, temos o eustresse quando a experiência é desejada e nos proporciona uma sensação de bem-estar, causando sentimentos de satisfação e uma sensação de ter domínio do contexto.

O foco da pessoa é no resultado, na realização, na solução e não na dificuldade

No entanto, o que mais conhecemos é o distresse, o “estresse negativo”, aquele que provoca desequilíbrios emotivos e físicos, quando a sensação prevalente é a de que não conseguimos ter domínio do contexto e dos fatos.

Isto acontece, por exemplo, nos momentos de uma demissão imprevista ou uma doença. Nos dias de hoje, muito do “estresse negativo” é causado pela sensação de frustração que a vida moderna nos “obriga” a experimentar como reação às dificuldades, pressões e desafios que surgem para os seres humanos, em suas esferas pessoal e profissional.

Por isso, a maioria das pessoas vive em constante fase de resistência prolongada ao estresse, mesmo sem fatos de estresse agudo. Nessa contínua condição, o nosso organismo apresenta específicas reações químicas e físicas, como a sensação de “estou em perigo”, e, muitas vezes, a pessoa reage de modo desproporcional e exagerado até mesmo a estímulos de estresse de pouca relevância. Nessa presença de estresse duradouro, encontramos profissionais reclamando que estão pilhados ao fim do expediente e nos finais de semanas, com a famosa agitação mental e falta de energia vital. O foco da pessoa permanece na dificuldade, no problema, no impasse e na adversidade.

Busque momentos de prazer

Existem indivíduos que confundem a perda de energia com cansaço e acreditam que um fim de semana de sono poderá resolver tudo. Porém, vale lembrar que dormir nem sempre repõe a energia vital. A melhor solução para reconstituir o ânimo de viver é praticar simples atos que gerem momentos de prazer e participar de atividades lúdicas.

Todos têm condições de realizar ações naturais como andar com os pés no chão, tomar um banho de cachoeira, ou seja, coisas que quebram completamente a rotina e são capazes de proporcionar uma sensação de bem-estar. Valorize a simplicidade e as pequenas coisas da vida.

Fuja do superficial e busque a sua verdadeira essência. Participar de atividades inocentes, e algumas vezes consideradas infantis, nos permite lidar com a vida de forma mais leve, transformando o distresse em eustresse.

Vale lembrar que as formas positivas e negativas de estresse sempre estarão presentes no cotidiano e todos nós temos condições de conduzir as situações para o melhor caminho. Uma das soluções é reverter as possíveis dificuldades por meio de atividades que proporcionarão momentos de plenitude. Na realidade, os fatos sempre têm relação com os significados pessoais e únicos, a diferença sempre é como vivenciamos as situações da nossa vida.

* Eduardo Shinyashiki é consultor e especialista em Desenvolvimento Humano.

** Publicado originalmente no site Saúde em Pauta.


Postado por: Leonardo Araújo



quarta-feira, 25 de abril de 2012

Dieta dos brasileiros tem excesso de gordura saturada

Brasília – Estudo divulgado nesta terça-feira, 10 de abril, pelo Ministério da Saúde, indica que a população brasileira se alimenta de forma inadequada e consome gordura saturada em excesso. Dados mostram que 34,6% não dispensam carne gordurosa, enquanto 56,9% das pessoas bebem leite integral regularmente. Outro fator preocupante é o consumo de refrigerante: 29,8% dos brasileiros tomam a bebida pelo menos cinco vezes por semana.

A pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) aponta também que o consumo de frutas e hortaliças no país é baixo. Apenas 20,2% das pessoas ingerem cinco ou mais porções por dia, quantidade recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

De acordo com o Ministério, os homens, sobretudo os mais jovens, alimentam-se pior que as mulheres, já que não costumam tirar a pele do frango ou a gordura da carne vermelha antes de comer. A população masculina chega a consumir quase duas vezes mais carne com excesso de gordura do que as mulheres – 45,9% contra 24,9%.

O consumo de frutas e hortaliças também é menor entre o sexo masculino. Apenas 25,6% deles ingerem esses alimentos cinco ou mais vezes por semana. O percentual cai para 16,6% quando considerada a recomendação da OMS. Entre as mulheres, os índices são de 35,4% e 23,3%, respectivamente.

A ingestão de refrigerante também é maior entre a população masculina: 34,3% dos homens tomam a bebida no mínimo cinco vezes por semana, enquanto o percentual entre as mulheres é 25,9%.

Dados da pasta revelam, entretanto, que, com o passar dos anos, o brasileiro tende a diminuir a ingestão de gordura saturada e de refrigerante. Entre homens de 18 a 24 anos, 51% consomem regularmente carne com gordura. O número cai para 27,6% entre aqueles com idade superior a 65 anos.

O grau de instrução também influencia os hábitos alimentares da população – quanto mais anos de escolaridade, mais saudável é a alimentação. Frutas e hortaliças, por exemplo, estão presentes no cardápio de 44,5% dos brasileiros com 12 anos de estudo ou mais. O percentual cai para 27,5% entre pessoas que estudaram no máximo oito anos.


*Publicado originalmente em Agência Brasil e retirado da Carta Capital.

Fonte: http://envolverde.com.br/saude/brasil-saude/dieta-dos-brasileiros-tem-excesso-de-gordura-saturada/
Postado por: Leonardo Araújo


Consumismo aumenta depressão e ansiedade, diz pesquisa

Uma pesquisa realizada pela Northwestern University, nos Estados Unidos, publicada na segunda-feira, 9 de abril, apontou que as pessoas que dão alto valor para riqueza, status e bens materiais são mais depressivas, ansiosas e menos sociáveis do que as pessoas que não se importam tanto com essas questões.

Segundo o estudo, publicado no jornal científico Psychological Science, o materialismo não é apenas um problema individual, mas também ambiental. “Nós descobrimos que, independentemente da personalidade, em situações que ativam uma mentalidade consumista, as pessoas apresentam os mesmos tipos de padrões problemáticos no bem-estar, incluindo afeto negativo e desengajamento social”, destacou a psicóloga Galen V. Bodenhausen, coautora do estudo.

Nos experimentos, estudantes universitários foram expostos a imagens e palavras que remetiam a bens de luxo e valores consumistas, enquanto outros viam cenas neutras e sem essa conotação.

Ao preencher um questionário após a experiência, aqueles que olharam para fotos de carros, produtos eletrônicos e joias se avaliaram mais depressivos e ansiosos, menos interessados em atividades coletivas e mais em atividades solitárias. Estas pessoas ainda demonstraram mais competitividade e menos desejo de investir seu tempo em atividades sociais, como trabalhar para uma boa causa.

Para a psicóloga, os resultados da pesquisa têm implicações sociais e pessoais muito grandes. Segundo Galen, tornou-se comum usar o termo “consumidor” como uma designação genérica para as pessoas, seja nos noticiários, nos governos ou nos mercados. Para ela, utilizar a palavra “cidadão”, no lugar, já pode ativar “diferentes preocupações psicológicas”.

Galen também recomenda iniciativas pessoais para reduzir os efeitos do consumismo, como isolar a mentalidade materialista, evitar os maus estímulos, como a publicidade, e “ver menos TV”.

* Publicado originalmente no site EcoD.

Fonte: http://envolverde.com.br/saude/pesquisa/consumismo-aumenta-depressao-e-ansiedade-diz-pesquisa/

Postado por: Leonardo Araújo
(EcoD)



AVC pode desencadear a Doença de Parkinson

Tremores, rigidez muscular e lentidão nos movimentos são os principais sintomas.

Em abril de 2005, o mundo observou o Papa João Paulo II, aos 84 anos, já debilitado e com dificuldades na fala, abençoar os fiéis no Domingo de Páscoa pela última vez. Já o ator brasileiro Paulo José, 75 anos, vem perdendo gradativamente a dicção e alguns movimentos do corpo, além de travar uma batalha diária contra uma doença com a qual foi diagnosticado em 1992. Instituído em 11 de abril, o Dia Mundial de Combate à Doença de Parkinson, objetiva reduzir o número de casos e auxiliar no controle e minimização dos efeitos.

As pessoas com mais de 70 anos são as mais atingidas pelo Parkinson, porém, a incidência da doença pode ter início a partir dos 50 anos, visto que a enfermidade é degenerativa e surge com a longevidade, segundo o doutor Rubens Gagliardi, professor de Neurologia da Faculdade da Santa Casa de São Paulo. “As causas do Parkinson ainda são desconhecidas; o que se sabe é que ela ocorre por meio da degeneração das células situadas em uma região do cérebro responsável pela produção de dopamina”, revela.

A dopamina atua como uma molécula que modula os movimentos do indivíduo. Uma vez advinda a diminuição ou carência dessa substância, a vítima demonstra sintomas como tremores, rigidez muscular e movimentos muito lentos. Em alguns casos, o paciente pode apresentar esses três indícios juntos ou apenas um deles, dependendo também do grau da patologia.

“Alguns fatores ambientais, como infecções e pessoas que já tiveram um Acidente Vascular Cerebral (AVC), podem desencadear o Parkinson”, alerta o especialista. Quando há o aumento gradual dos sintomas, é comum surgir quadros de depressão, dificuldade para deglutir alimentos, contudo, não afeta o intelecto.

Controle

A doença não tem cura, mas pode ser controlada rigorosamente por meio de medicamentos à base de dopamina, que auxilia na redução dos efeitos. O ideal é que o paciente utilize substâncias que provoquem o menor efeito colateral possível, após o diagnóstico clínico no qual o especialista relata e avalia o histórico do indivíduo, a evolução da patologia e a resposta aos remédios.

“É essencial que a pessoa com Parkinson não deixe de realizar atividades rotineiras. Com o tratamento adequado, os sintomas da doença são minimizados e o sujeito leva uma vida praticamente normal”, diz o Dr. Rubens Gagliari. A prática de exercícios físicos, a fisioterapia e o sono adequado também são medidas preventivas não apenas para a doença de Parkinson, mas para muitas outras.

* Publicado originalmente no site Saúde em Pauta.

Postado por: Leonardo Araújo


Casos de demência vão triplicar em quatro décadas, diz OMS

Em 2050, a agência de saúde prevê que 115 milhões de pessoas vão sofrer de demência, principalmente em países de baixa ou média renda.

Casos de pessoas que vivem com demência vão dobrar nos próximos 20 anos e triplicar nas próximas quatro décadas, de acordo com novos dados da Organização Mundial de Saúde (OMS).

A Associated Press relata que os cientistas dizem que a maior expectativa de vida e a melhor assistência médica nos países em desenvolvimento vão resultar em um aumento nas taxas de doenças cerebrais, que afetou cerca de 35,6 milhões de pessoas em 2010. Em 2050, a agência de saúde prevê que 115 milhões de pessoas vão sofrer de demência, principalmente em países de baixa ou média renda.

A inclinação íngreme da taxa de demência vai também se revelar um fardo financeiro para as famílias que cuidam de seus familiares afetados. Cerca de US$ 604 bilhões são gastos atualmente em cuidados de saúde e social da demência, que muitas vezes é causada pela doença de Alzheimer.

A agencia de notícias Reuters aponta que o diagnóstico e cuidados com a demência ainda são um problema internacional, mesmo em países de renda mais alta. Até agora, oito países, incluindo Grã-Bretanha e Japão, têm programas nacionais de demência. O programa dos Estados Unidos atualmente funciona por meio de iniciativas estaduais.

“Precisamos aumentar nossa capacidade para detectar a demência precoce e fornecer os cuidados de saúde e sociais necessários. Muito pode ser feito para diminuir a carga da demência”, disse Oleg Cherstnov, diretor-geral assistente da OMS. “Os profissionais da saúde muitas vezes não são adequadamente treinados para reconhecer a doença.”

* Publicado originalmente no site Opinião e Notícia.


Postado por: Leonardo Araújo





Memória e autoconfiança: uma nova estratégia para tratamento do TOC?

Você se lembrou de trancar a porta ao sair de casa hoje? Desligou a televisão e o fogão? E as luzes, você confirmou se elas estavam desligadas? Todos temos estas dúvidas de vez em quando, mas quando elas não cessam e fazem com que seu dia fique completamente comprometido você não se concentra, sua ansiedade aumenta e você tem uma vontade intensa de voltar para casa para se certificar disso – isto pode ser sinal de Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC).

O TOC faz com que as pessoas entrem em um ciclo de dúvidas, e consequente medo de não terem realizado determinadas rotinas de forma correta. Mas uma pesquisa feita pela Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá – em conjunto com a Universidade de Reading, no Reino Unido –, afirma que há novas estratégias que podem ajudar indivíduos que sofrem com o transtorno.

O estudo feito por Adam Radomsky aponta que até o momento apenas processos de psicoterapia relativamente longos conseguiam a remissão do TOC. “Mas a adesão (quando os pacientes levam o tratamento até o final) a esse tipo de terapia muitas vezes é baixa e nossa pesquisa procurou novas metodologias que, potencialmente, podem auxiliar no tratamento”, diz o pesquisador.

A pesquisa partiu da hipótese de que indivíduos com TOC muitas vezes têm uma percepção de responsabilidade muito desenvolvida. “Certificar-se de que o fogão está desligado, porque isso pode levar a um incêndio é algo muito forte, e desenvolver um ciclo obsessivo com a segurança – checando várias vezes uma informação – é reflexo desta ‘hiperresponsabilidade’”, afirma. Mas a resposta a esses estímulos de forma obsessiva leva também a uma perda da autoconfiança, de acordo com o autor.

“Modificar estes sentimentos de responsabilidade exagerada e reduzir a antecipação de eventos ruins podem reverter esses ciclos. Focar na forma como estas pessoas pensam, mais do que nas suas atitudes, pode modificar as falsas crenças sobre sua responsabilidade por esses possíveis eventos e os perigos que eles representam”, afirma Radomsky, que vem desenhando novas estratégias para tratar o TOC baseando-se em uma terapia que normalize o senso de responsabilidade, melhore a confiança na própria memória – ou seja, diminua a necessidade de checar várias vezes uma informação –, melhorando a autoconfiança e diminuindo a sensação de culpa, e, finalmente, aumentando a percepção do indivíduo sobre si mesmo e sobre o que o cerca.

Até o momento a terapia proposta por Radomsky só foi testada em laboratório com um número reduzido de pacientes, mas parece estar dando resultados. “Para mim e para minha equipe, este trabalho – que partiu de uma coletânea de diversas pesquisas anteriores com resultados bastante satisfatórios – pode aumentar as taxas de melhora nos pacientes com TOC. Agora iremos ampliá-lo para confirmar nossos primeiros resultados positivos”, finaliza.

* Publicado originalmente no site O que eu tenho.


Postado por: Leonardo Araújo




Bicicleta: saúde sobre duas rodas

A discussão sobre o uso da bicicleta como meio de transporte tem ganhado corpo nos últimos tempos. A opção é benéfica para o meio ambiente – pois não produz os gases resultantes da queima do combustível – e para a malha urbana, que sofre com o aumento no número de carros nas ruas e avenidas. Mas além de uma opção ao transporte motorizado, o uso da bicicleta promove benefícios para a saúde e pode ajudar a promover mudanças no estilo de vida sedentário.


“Andar de bicicleta beneficia o sistema cardiovascular e respiratório, disto ninguém tem dúvida. Entretanto, é bom lembrar os outros ganhos com este tipo de exercício: o uso da bicicleta para movimentar o corpo trabalha toda a musculatura inferior do corpo”, explica Giulliano Esperança, personal trainer e wellness manager.

“Mas, ao contrário da corrida onde há o impacto no solo”, completa o especialista, “o ciclista acaba mais protegido quanto aos possíveis problemas que possam comprometer sua estrutura músculo-esquelética. O trabalho de força utilizado e os movimentos mecânicos usados para movimentar a bicicleta também favorecem a produção do líquido sinovial e, consequentemente, favorece as estruturas ósseas e uma articulação mais saudável”.

Além de todos estes benefícios há também, claro, a questão do aumento do gasto energético, o que favorece o emagrecimento. “As variações feitas indoor, como o spinning – que é uma variação dos exercícios feitos com bicicleta – é popularmente conhecido por ser muito efetivo para essa perda ou controle do peso. E a mesma força pode ser feita em uma bicicleta normal, com variações de marchas e em um ambiente ao ar livre”, explica Giulliano.

Bicicleta também na terceira idade

Para as pessoas mais velhas o uso da “bike” ajuda também no treino e melhoria do equilíbrio que, com a idade, tende a ficar comprometido. Caso o ciclista já tenha uma idade mais avançada e tenha preocupações quanto às quedas, o uso das bicicletas ergométricas dentro das academias também é uma opção.

“Normalmente este público opta por exercícios feitos dentro d’água, pois há uma grande segurança e menor risco de queda. Mas os exercícios como a hidroginástica, é bom lembrar, são menos intensos também. A bicicleta – mesmo as ergométricas – trazem maiores benefícios para o músculo”, diz Esperança.

No caso dos ossos, os exercícios feitos nas bicicletas – tradicionas ou ergométricas – aumentam o processo de depósito de cálcio das estruturas ósseas. Para os idosos isto é imprescindível, dado a degradação natural dessas estruturas.

Boas memórias e bem-estar
Fonte: http://envolverde.com.br/saude/qualidade-de-vida-saude/bicicleta-saude-sobre-duas-rodas/
Postado por: Leonardo Araújo