terça-feira, 13 de março de 2012

A vida começa aos 45

Células-tronco ovarianas capazes de produzir novos óvulos representam uma esperança para mulheres mais velhas que sonham com a maternidade.
Quando se trata de reprodução, para os homens é tudo fácil. Praticamente até o fim da vida, a maioria tem uma ampla reserva de esperma. Mulheres não são tão sortudas. Elas nascem com um estoque de óvulos que tipicamente acaba quando elas alcançam a meia idade. Isto pode estar prestes a mudar, no entanto. Pesquisadores confirmaram que mulheres possuem células-tronco ovarianas, e que elas podem produzir novos óvulos.
Células-tronco têm a habilidade de se dividir continuamente e de se transformar em diferentes tipos de células. Células-tronco de adultos podem produzir uma variedade de tipos de células, além das que formam o tecido no qual se encontram.
Em 2004, Jonathan Tilly da Escola de Medicina de Harvard e seus colegas descobriram células-tronco em ovários de ratos. Desde então, tem sido demonstrado que essas células-tronco ovarianas podem desenvolver óvulos, ser fertilizadas e produzir filhotes de rato perfeitamente saudáveis. Mas pesquisadores têm relutado em acreditar que algo similar poderia ser possível em humanos.
Provar que este era o caso, na verdade foi difícil. Tecido ovariano humano – especialmente de doadoras jovens e saudáveis – não é fácil de achar. A grande descoberta de Tilly veio quando ele descobriu que um ex-colega, Yasushi Takai, da Universidade de Medicina de Saitama, no Japão, tinha em seu freezer tecido ovariano saudável de 30 pacientes que haviam mudado de sexo.
Usando uma sofisticada técnica de separação de células, os pesquisadores desenvolveram uma forma de identificar células-tronco ovarianas que funcionam tanto para ratas quanto para humanas. Eles então pegaram as células-tronco ovarianas, rotularam-nas com uma proteína verde fluorescente e as colocaram de volta em uma fatia de ovário humano (enxertada em uma rata viva, para que funcionasse de forma similar a um ovário normal). As células verdes brilhantes em seguida produziram uma safra de óvulos humanos novinha em folha, de acordo com as descobertas publicadas esta semana na revista Nature Medicine.
Fertilização no exterior
Fertilizar esses óvulos para pesquisa é proibido nos Estados Unidos. A Autoridade Britânica de Fertilização Humana e Embriologia, no entanto, permite em certos casos. Então, no próximo mês, Tilly vai levar parte da sua equipe para Edimburgo para colaborar com Evelyn Telfer, que desenvolveu uma técnica para cultivar óvulos humanos desde uma fase precoce. Ela possui uma licença para fertilizá-los experimentalmente.
A descoberta pode revolucionar o tratamento da infertilidade para mulheres de várias formas. Para início de conversa, a pesquisa mostrou que, em ratas, até mesmo ovários mais velhos continham células-tronco. E quando estas células são colocadas em um ovário mais jovem, elas geram óvulos saudáveis. Isto levanta a hipótese de que, um dia, mulheres de idade mais avançada poderiam ter filhos biológicos. Atualmente, muitas mulheres acima de 45 têm que se contentar em fazer fertilização in vitro usando o óvulo de uma mulher mais jovem.
Alternativas
Outros tratamentos estarão à disposição mais cedo. A Ova Science, uma empresa especializada em fertilidade em Boston, que tem os direitos exclusivos de explorar a pesquisa de Tilly em células-tronco ovarianas de mamíferos, começará a oferecer um novo tratamento em julho. Este usa as células-tronco de uma mulher para lhe fornecer óvulos com mais energia ao criar novas mitocôndrias – organelo existente dentro das células fornecendo a elas energia. Elas também podem ficar mais escassas e menos produtivas com a idade. Estudos anteriores mostraram que aumentar mitocôndrias pode aumentar drasticamente o sucesso de fertilizações in vitro. Quando se trata de reprodução, tudo ainda vai ser mais fácil para os homens por algum tempo. Mas, mulheres estão alcançando-os.
* Publicado originalmente no site Opinião e Notícia.
http://opiniaoenoticia.com.br/vida/ciencia/a-vida-comeca-aos-45/?ga=dsf
Fonte: http://envolverde.com.br/saude/
Postado por: Leonardo Araújo

Estudo indica que comportamento dos pais influencia na dieta dos filhos

Em artigo publicado na última edição da revista Cadernos de Saúde Pública, da Fiocruz, pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina apresentaram os resultados de um estudo realizado com 2.826 escolares de Florianópolis, com sete a 14 anos, que visava a verificar a associação entre estado nutricional dos pais e o sobrepeso/obesidade em crianças. A pesquisa apontou que filhos e filhas de pais acima do peso têm, respectivamente, 80% e 150% de chances de apresentarem o mesmo problema.
Segundo os estudiosos, as variáveis associadas ao sobrepeso/obesidade variaram entre os sexos. No que se refere aos meninos, houve uma tendência a engordar associada com a maior escolaridade do pai e a idade da mãe, e a não engordar ligada a maior escolaridade da mãe e o número de refeições diárias. No que se tratou das meninas, se ambos os pais estão acima do peso, as chances delas também seguirem os passos foram maiores. No entanto, essa associação foi inversamente proporcional com relação à maior idade escolar e ao consumo de alimentos de risco.
“O status nutricional dos pais se associou mais com o dos filhos, enquanto o das mães teve mais relação com o das filhas”, apontam os pesquisadores. “Estes achados podem se relacionar com o fato de os pais servirem como um exemplo para seus filhos, influenciando na formação de seus hábitos de vida, inclusive os alimentares, o que sinaliza a importância desses pais participarem de atividades que promovam a saúde e a prevenção do sobrepeso/obesidade em suas crianças.”
De acordo com os pesquisadores, o estudo indica uma necessidade de intervenções no ambiente familiar. Os pais devem, assim, ficar atentos: pular refeições, incluindo o café da manhã, favorecer alimentos não saudáveis e fazer escolhas inapropriadas em refeições tardias e em horários irregulares seriam prejudiciais e aumentariam a probabilidade de sobrepeso/obesidade. Ao contrário, mais refeições em horários regulares contribuiriam para uma dieta e peso mais saudáveis.
* Publicado originalmente no site Plurale.



Postado por: Leonardo Araújo

Chocolate, vinho tinto e um amor: como prevenir as doenças do coração



Ter um relacionamento saudável é bom para o coração, aponta cardiologista do Instituto de Estudos do Coração e Vasos Sanguíneos da Universidade Vanderbilt, nos Estados Unidos. Mas não é só isso: vinho tinto e chocolate meio amargo, consumidos com moderação, também previnem doenças cardíacas.
“Existem algumas teorias por trás do porquê isso acontece”, explica Julie Damp. Segundo a cardiologista, alguns estudos mostram que um relacionamento – seja casamento, namoro ou união estável – proporciona melhora na estrutura da vida do casal. São atitudes como parar de fumar, passar a praticar exercícios físicos juntos ou mesmo dividir um plano de saúde. Mas, além disso, alguns estudos mostram que um relacionamento tranquilo proporciona algumas mudanças neuro-hormonais que, por sua vez, têm efeitos positivos no funcionamento do corpo, inclusive do sistema cardiovascular.
“Estes hormônios variam dependendo do nível de estresse e ansiedade de cada indivíduo. Isto ainda não está comprovado, faltam evidências suficientes para afirmarmos com certeza, mas a ideia é que estar em um relacionamento proporciona sensações positivas que podem proteger a saúde do seu coração. Em contrapartida, também já foi apontado em estudos que um relacionamento conturbado aumenta os riscos para doença da artéria coronária”, diz.
E, para acompanhar o clima de romance, que tal chocolate amargo e vinho tinto? No artigo, publicado no site do Instituto, a cardiologista destaca o poder antioxidante de ambos.
“O chocolate amargo contém flavonóides, que são antioxidantes. Os antioxidantes são benéficos para vários sistemas do corpo, inclusive o cardiovascular. No caso do chocolate, a alta concentração de cacau na versão amargo parece ser a responsável por isto. Os flavonóides também estão presentes no vinho tinto e estudos mostram que o consumo moderado – que seria uma dose por dia para a mulher e uma ou duas para o homem – está associada com baixos índices de eventos cardiovasculares, como o ataque cardíaco”, explica Damp.
No entanto, ela pede cautela. “Apesar destes achados, mais estudos são necessários para mostrar exatamente o tipo de chocolate mais benéfico e a quantidade ideal. Também são necessárias mais evidências antes de encorajar pessoas não acostumadas a beber a começar a beber todos os dias. Existe sim um potencial efeito negativo à saúde relacionado ao consumo prolongado de bebida alcoólica e os flavonóides encontrados no vinho tinto podem ser encontrados em outros alimentos e bebidas, como o suco de uva”, diz a cardiologista. “A mensagem aqui é que com moderação, e em conjunto com um plano de exercícios, todas estas coisas diminuem o risco cardiovascular”, finaliza.
* Publicado originalmente no site O que eu tenho.









Postado por: Leonardo Araújo



Grande São Paulo tem alta prevalência de transtornos mentais

Agência Fapesp – Quase 30% dos habitantes da Região Metropolitana de São Paulo apresentam transtornos mentais, de acordo com um estudo que reuniu dados epidemiológicos de 24 países. A prevalência de transtornos mentais na metrópole paulista foi a mais alta registrada em todas as áreas pesquisadas.
O trabalho faz parte da Pesquisa Mundial sobre Saúde Mental, iniciativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) que integra e analisa pesquisas epidemiológicas sobre abuso de substâncias e distúrbios mentais e comportamentais. O estudo é coordenado globalmente por Ronald Kessler, da Universidade Harvard (Estados Unidos).
Em artigo publicado na revista PLoS One no dia 14 de fevereiro, os autores apresentam os resultados da pesquisa São Paulo Megacity Mental Health Survey, que gerou para o relatório internacional os dados relativos ao Brasil – no país, o estudo se restringiu à Grande São Paulo.
O estudo foi realizado no âmbito do Projeto Temático “Estudos epidemiológicos dos transtornos psiquiátricos na região metropolitana de São Paulo: prevalências, fatores de risco e sobrecarga social e econômica”, financiado pela Fapesp e encerrado em 2009.
Entre os autores do artigo estão Laura Helena Andrade, professora do Departamento e Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina (FM) da Universidade de São Paulo (USP), e Maria Carmen Viana, professora do Departamento de Medicina Social da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).
Andrade conduziu o Temático em parceria com Viana, que teve Bolsa de Pós-Doutorado da Fapesp, entre 2008 e 2009, no Núcleo de Epidemiologia Psiquiátrica do IP-FM-USP, coordenado por Andrade.
Estudo epidemiológico de base populacional, o São Paulo Megacity Mental Health Survey avaliou uma amostra representativa de residentes da região metropolitana de São Paulo, com 5.037 pessoas avaliadas em seus domicílios, a partir de entrevistas feitas com base no mesmo instrumento diagnóstico. Os questionários incluíram dados sociais.
Segundo o estudo, 29,6% dos indivíduos na Região Metropolitana de São Paulo apresentaram transtornos mentais nos 12 meses anteriores à entrevista. Os transtornos de ansiedade foram os mais comuns, afetando 19,9% dos entrevistados. Em seguida, aparecem transtornos de comportamento (11%), transtornos de controle de impulso (4,3%) e abuso de substâncias (3,6%).
“Dois grupos se mostraram especialmente vulneráveis: as mulheres que vivem em regiões consideradas de alta privação apresentaram grande vulnerabilidade para transtornos de humor, enquanto os homens migrantes que moram nessas regiões precárias mostraram alta vulnerabilidade ao transtorno de ansiedade”, disse Andrade à Agência Fapesp.
A prevalência dos transtornos mentais, de quase 30%, é a mais alta entre os países pesquisados. Os Estados Unidos aparecem em segundo lugar, com pouco menos de 25%. A razão da alta prevalência, de acordo com a pesquisadora, pode ser explicada pelo cruzamento de duas variáveis incluídas no estudo: a alta urbanização e a privação social.
Em relação às outras regiões estudadas, a Região Metropolitana de São Paulo também teve a mais alta proporção de casos de transtornos mentais considerados graves (10%), bem acima do estimado em outros 14 países avaliados. Depois da metrópole paulista, os países com maior porcentagem de casos graves foram os Estados Unidos (5,7%) e Nova Zelândia (4,7%).
“Existiam dados na literatura mostrando que esses transtornos mentais têm alta prevalência em áreas urbanas. Por isto observamos o efeito de exposição à urbanidade, isto é, as pessoas que viveram a maior parte da vida em região urbana. Levamos em conta também a variável da privação social, estrutura etária da população, setor censitário, escolaridade do chefe de família, migração e exposição a eventos traumáticos violentos”, disse.
A exposição ao crime foi associada aos quatro tipos de transtornos mentais avaliados, segundo Andrade. A alta urbanidade está associada especialmente ao transtorno de controle e impulso. A privação social também tem impacto sobre o transtorno de abuso de substâncias e interfere na gravidade das doenças.
“As pessoas que moram em áreas precárias apresentam quadros mais graves e tendência ao abuso de substâncias. As que tiveram mais exposição à vida urbana têm mais transtornos de controle e impulso – em especial o transtorno explosivo intermitente, que é típico de situações de estresse no trânsito, por exemplo”, apontou.
Promoção da saúde mental
Ao cruzar as variáveis, os pesquisadores chegaram aos grupos de maior vulnerabilidade: mulheres que vivem em regiões de alta privação apresentam mais transtornos de humor e homens migrantes que vivem em região de média e alta privação têm mais transtornos de ansiedade. Pessoas com baixa escolaridade têm mais transtornos de ansiedade e de abuso de substâncias.
“Um dos diferenciais desse estudo é que incluímos nas entrevistas medidas de incapacitação, a fim de avaliar a gravidade das doenças. Concluímos que, entre as pessoas diagnosticadas com transtornos mentais, um terço corresponde a casos graves, um terço a casos moderados e um terço a casos leves. As pessoas com transtornos moderados e graves sofrem com algum tipo de incapacitação”, disse Andrade.
O estudo sugere que é preciso fortalecer, no sistema brasileiro de saúde básica – que inclui o Sistema Único de Saúde (SUS) e o Programa Saúde da Família –, uma integração entre atendimento e promoção da saúde mental.
“Não é possível ter um serviço especializado em todas as unidades, por isso é preciso equipar a rede com pacotes de diagnóstico e de conduta a serem utilizados pelos profissionais de cuidados primários. É preciso capacitar não só os médicos, mas também os agentes comunitários, que devem ser orientados para identificar casos não tão comuns como os quadros psicóticos, levando em conta os fatores de risco associados aos transtornos mentais”, afirmou Andrade.
O artigo Mental Disorders in Megacities: Findings from the São Paulo Megacity Mental Health Survey, Brazil, de Laura Andrade e outros, pode ser lido em www.plosone.org/article/info%3Adoi%2F10.1371%2Fjournal.pone.0031879.
* Publicado originalmente no site Agência Fapesp.



Postado por: Leonardo Araújo

Não vamos acabar com a dengue?

Após um período agitado no qual nossas autoridades se mobilizaram de forma tão intensa para esclarecerem e convencerem a população sobre a gripe-A (suína), continuo perplexo ao constatar que essa doença maldita chamada dengue continua nos ameaçando em todos os cantos deste nosso país. Enquanto se investiram enormes somas para a aquisição da vacina contra a gripe, mesmo sabendo-se que a tal propalada grande epidemia não chegou perto de nós, nada se fez ou se faz efetivamente para combater esse ridículo mosquito transmissor dessa subdesenvolvida doença, que pode matar, principalmente agora, com o reconhecimento do tipo IV mais uma vez entre nós.
Não existe distinção entre pessoas que moram em áreas periféricas ou em luxuosos edifícios ou casas no que diz respeito à vulnerabilidade para serem afetadas pela doença. Bastam condições propícias ao desenvolvimento do mosquito a partir das suas larvas e pronto! Quem estiver estrategicamente localizado adquire a moléstia e, se tiver sorte, sofrerá bastante por cerca de uma semana até ficar curado. Entretanto, outros poderão não ter o mesmo destino e serem vítimas da forma hemorrágica em edição mais grave, vindo a falecer.
E aí? Se soubermos disto e nada mais fazemos exceto alertar que os recipientes d’água devem ser esvaziados para não atraírem o tal mosquito, não é lícito pensarmos que a maneira mais lógica (e banal) de fazer frente ao inimigo deveria ser um arregaçar de mangas das autoridades sanitárias para, via mutirão, educar a população de forma intensiva e, ao mesmo tempo, acabar com os focos utilizando-se todas as técnicas possíveis para fazê-lo? Infelizmente, todos concordam com isso, mas, na prática, pouca coisa se faz realmente e, se continuarmos nessa toada, mais e mais vítimas passarão a engrossar a estatística da dengue no nosso país, que, diga-se de passagem, orgulha-se de ser olhado por todo o mundo como a Meca das oportunidades nesses últimos tempos. Mas, como nos mostrar sérios como nação se deixamos a população a descoberto frente a uma doença de terceiro mundo, quando autoridades maiores bradam que estamos prestes a ser modelos de primeiro? Uma piada, não?
Com tudo isso, levanto uma dúvida que me tem perturbado: seria mais fácil combatermos a dengue se tivéssemos que gastar milhões em vacinas, isto se elas existissem? Haveria pessoas ou grupos interessados em comercializar essas vacinas, promovendo interesses? Não existem dúvidas quanto à existência daqueles que se beneficiam com aquisições milionárias de medicações após um teatral movimento gigantesco que gera pânico na população. Não é mais fácil se instituir práticas higiênicas como forma de aprendizado a todos os que não tenham esse conceito bem desenvolvido? No fundo, além de eficaz, esse método é também mais barato. O pior é que o calor vem chegando e esse mosquito tem tudo para se aproveitar ainda mais dessa condição.
Ah, como seria bom se fossemos mais sérios!!!
* Sergio Vaisman é médico especialista em Cardiologia e Nutrologia, formado pela Faculdade de Ciências Médicas



Postado por: Leonardo Araújo

quarta-feira, 7 de março de 2012

Doenças raras: Brasil tem cerca de 150 profissionais especializados

Brasília – O Brasil registra cerca de 150 profissionais especializados em doenças raras, segundo dados da Sociedade Brasileira de Genética Médica. Em entrevista à Agência Brasil, por ocasião do Dia Mundial das Doenças Raras, lembrado hoje (29), o presidente do órgão, Marcial Francis Galera, alertou que nos últimos anos o país registrou poucos avanços no campo da genética clínica. Ele lembrou que 80% dos casos de doenças raras têm origem genética.
Segundo Galera, em 2009, o governo brasileiro lançou a Política Nacional de Atenção Integral em Genética Clínica. “De lá para cá, a coisa andou muito pouco”. Para ele, seria necessária uma portaria normatizando o assunto. Este ano, acrescentou, o tema foi retomado, com uma reunião no início deste mês. “Mas, do ponto de vista concreto, nada saiu do lugar.”
Para o especialista, há certa “acomodação” por parte do governo, já que a maioria dos pacientes com algum tipo de doença rara só consegue atendimento em hospitais universitários. A verba utilizada para atender os casos é proveniente de investimentos em projetos de pesquisa.
Dados da associação mostram que os atendimentos a pacientes com doenças raras se concentram nas regiões Sul e Sudeste, sobretudo no Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e em São Paulo. Outro problema, de acordo com Galera, é que poucos estudantes se interessam por uma especilização na área de genética clínica, já que não há estímulo por parte do governo. O cálculo é que o país precisa de pelo menos o dobro dos 150 especialistas com os quais conta atualmente.
Não há dados oficiais sobre o número de brasileiros atingidos por algum tipo de doença rara. A estimativa da associação é que entre 3% e 5% da população nasçam com algum tipo de problema genético. Há ainda a chance de que algo seja diagnosticado ao longo da vida adulta, o que eleva o índice para quase 10%, totalizando entre 15 milhões e 20 milhões de pessoas que precisam do auxílio de um geneticista.
“As autoridades devem se conscientizar da importância desse problema. No conjunto, essas pessoas formam uma grande parcela da população”, ressaltou Galera.
O Ministério da Saúde informou que vem avançando na elaboração de diretrizes para o diagnóstico, o atendimento e o tratamento das pessoas com doenças raras. O Sistema Único de Saúde (SUS) conta atualmente com cerca de 26 protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas – 18 deles foram publicados nos últimos dois anos e envolvem a oferta de medicamentos e de tratamentos cirúrgico e clínico para reduzir sintomas e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
“A assistência aos pacientes com doenças genéticas é um grande desafio do SUS devido à complexidade do assunto – existem cerca de cinco mil alterações genéticas que podem levar a essas doenças. Grande parte dessas doenças não tem cura, tratamento estabelecido, nem estudos que comprovem a eficácia de diagnóstico e tratamento”, destacou a pasta, por meio de nota.
* Edição: Graça Adjuto.
** Publicado originalmente no site Agência Brasil.



Postado por: Leonardo Araújo

Como o comportamento exagerado dos pais afeta os filhos

Pesquisadores mostram como o comportamento dos pais afeta o das crianças pequenas. De acordo com os resultados, filhos de pais que se irritam facilmente ou que têm reações exageradas apresentam mais emoções negativas aos dois anos de idade.
O estudo da Universidade Estadual de Oregon, nos Estados Unidos, recolheu informações de 361 famílias de dez Estados. Todas as famílias adotaram um filho, para descartar a hipótese da influência genética nestes casos. No entanto, os pesquisadores também recolheram informações dos pais biológicos das crianças para comparar os resultados. Eles acompanharam as crianças dos nove meses aos dois anos e três meses de idade.
De acordo com os resultados, divulgados no periódico Development and Psychopathology, os filhos de pais que reagiam de forma exagerada a pequenos erros das crianças, ou que se irritavam facilmente, aos dois anos de idade elas ficavam tristes mais facilmente, além de serem crianças menos sociáveis.
A genética também teve um papel neste comportamento, particularmente entre as crianças com risco genético para emoções negativas. No entanto, estas crianças, quando criadas em um ambiente tranquilo, apresentavam menos destas características.
“Esta é uma idade em que as crianças testam mesmo os limites dos pais”, diz a principal autora do estudo, Shannon Lipscomb. “No entanto, pesquisas mostram que as crianças com elevados níveis de emoções negativas nesta faixa etária têm mais tendência a apresentar dificuldades para regular as emoções e problemas de comportamento na idade escolar.”
Para Limpscomb, a principal mensagem para os pais é saber permanecer firme e confiante para, desta forma, ajudar as crianças a modificar seu comportamento. “Os pais dão o exemplo com suas próprias emoções e atitudes”, finaliza.
* Publicado originalmente no site O que eu tenho.



Postado por: Leonardo Araújo

Além de queimar gordurinhas, bike ajuda a reduzir emissões de CO2

Ao optar pela bicicleta como meio de transporte, muitos brasileiros evitam o estresse dos intermináveis engarrafamentos, espantam o sedentarismo e previnem um monte de doenças. Mas não é só isto. Por ser um ótimo exercício aeróbico, pedalar ajuda a secar as gordurinhas e deixa a barriga, as pernas e o bumbum durinhos. A pessoa perde os quilos extras, ganha massa muscular, aumenta a capacidade cardiorrespiratória e sente um bem-estar incrível. E nem precisa tanto esforço. Se você for de bicicleta até o supermercado ou à padaria diariamente, já estará dando adeus ao sedentarismo e a todas as encrencas relacionadas a ele.
Quer mais?
Sair pedalando por aí também é uma grande oportunidade de interagir com o meio, apreciar a paisagem, deixar o astral lá em cima e, de quebra, ajudar o planeta. Ao não usar seu automóvel por um dia, você, sozinho, deixa de lançar no ar seis quilos de gás carbônico, levando-se em conta os 30 quilômetros que, em média, uma pessoa motorizada percorre em uma grande cidade. Em um ano, basta fazer a conta, serão quase duas toneladas de CO2 a menos na atmosfera!
A vida sobre duas rodas
Circular sobre duas rodas é uma tendência no país inteiro. A Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Bicicletas e Similares) estima que mais de 24 milhões de indivíduos pedalem todo santo dia. Deste contingente, cerca de 53% usa a sua bike como meio de transporte principal. E este índice não para de crescer. Só na capital paulista, o número de ciclistas urbanos mais do que dobrou nos últimos cinco anos.
E se você pensa em começar logo, indicamos uma visita ao site Bike Anjo. Lá existem várias e importantíssimas orientações para quem quer pedalar na cidade. Confira e vá de bike!
* Publicado originalmente no site Mercado Ético.



Postado por: Leonardo Araújo

O risco das agulhas nas mãos erradas



Com projeto de lei tramitando no Congresso desde 2003, a acupuntura, vertente da medicina chinesa que consiste em tratamento de saúde a partir da sensibilização de pontos energéticos com agulhas, continua sem regulamentação. A situação preocupa médicos que atuam na área. Casos de má aplicação já tiveram consequências graves, como um paciente que teve pneumotórax em 2005.
A técnica se popularizou no Brasil na década de 1980 e conta com mais de 25 mil acupunturistas e cinco mil médicos especializados. Na China, é uma prática de três mil anos e foi incorporada ao ensino médico universitário na Revolução Cultural em 1966.
Hildebrando Sábato, médico e presidente do Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura, órgão oficial da Acupuntura Médica no país, explica que, como prática da saúde, a acupuntura deve fazer parte de um encaminhamento posterior ao diagnóstico médico.
O risco de acupunturistas que não sejam formados em medicina é de que o tratamento com outras técnicas possa ser negligenciado. “Às vezes, a acupuntura não é o tratamento mais indicado”, diz ele. Ele conta o caso de um paciente com apendicite, que teve complicações por ter recorrido à acupuntura (não médica) antes de recorrer ao diagnóstico.
Além da medicina, os conselhos de fisioterapia, biomedicina, enfermagem, farmácia e fonoaudiologia reivindicam a atividade como especialidade própria. “Não acho correto (não médicos exercerem a técnica) porque a acupuntura é uma prática médica. Nós não podemos proibi-los de fazer”, afirma Sábato.
Segundo ele, o acupunturista pode fazer um diagnóstico “energético”, que difere do procedimento “etio-clínico-nosológico”, padrão na medicina e que detecta a doença em todos os seus patamares.
Hoje, o certificado de especialização em acupuntura pode ser obtido tanto por médicos – o CMBA é um dos órgãos que aplicam a prova de título na área –, quanto em cursos livres. Sem regulamentação, na prática, qualquer pessoa pode exercer a profissão. No projeto de lei 1549/2003, a prática seria restrita àqueles que já têm mais cinco anos de atuação na área, profissionais da saúde especializados e aos que obtiverem diploma de ensino superior em acupuntura, além de certificados internacionais que tenham equivalência aos cursos oficializados no Brasil. Todos outros cursos não regulamentados e profissionais sem especialização ficariam proibidos do exercício.
O próprio texto indica a divergência entre a prática por médicos e não médicos: “Os profissionais de saúde tiveram melhor percepção do seu potencial curativo e a reconheceram como especialidade muito antes dos médicos”, diz a justificativa do projeto.
No voto do relator, o deputado Eduardo Moury, em 2010, destacou a “briga” entre as entidades de classe médica e as representantes das demais categorias da saúde, que contestaram legalmente a restrição da técnica a uma especialidade médica. O texto também lembra que muitos dos responsáveis pela introdução desta técnica no Brasil não têm formação universitária, e seriam contemplados pela lei.
Aprovado na última semana na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado, o projeto de lei 7703, de 2006, denominado Ato Médico, suscitou novamente a discussão. O texto não aborda especificamente o tema, mas aponta que práticas invasivas são de competência exclusiva dos profissionais da medicina, o que criou um temor de que, nas entrelinhas, significaria a proibição da acupuntura para os não médicos.
“Do ponto de vista técnico, você está fazendo a inserção de instrumentos cirúrugicos”, afirma Sábato. Na lei, a indicação e execução da intervenção cirúrgica e prescrição dos cuidados médicos pré e pós-operatórios são privativas dos médicos. Para Sábato, no entanto, esta interpretação não confere. “Tatuadores têm a mesma preocupação, mas não vão versar sobre sua atividade. Existem preocupações muito alarmistas”, afirma. O projeto de lei estabelece as práticas exclusivas do profissional da medicina, a exemplo de todas as outras 13 especialidades da saúde, que já possuem regulação. “Todas as profissões têm sua lei: só a medicina que não. Parecia óbvio demais o que era atribuição do médico”, explica.
* Publicado originalmente no site Carta Capital.









Postado por: Leonardo Araújo

Campanha da Fraternidade 2012

O Brasil com cerca de 192,3 milhões de habitantes (IBGE, 2010) e 5.565 municípios sendo que em aproximadamente 1.000 deles não há médicos, tem nos SUS o único acesso à saúde para 150 milhões (78% da população) de brasileiros. São 63 mil unidades ambulaoriais, 6 mil hospitais e 440 mil leitos hospitalares espalhados pelo país.

Segundo o próprio Ministério da Saúde, só em 2006 foram 1 bilhão de procedimentos de atenção primária, 300 milhões de exames laboratoriais, 150 milhões de consultas médicas e 132 milhões de atendimentos de alta complexidade. E ainda, anualmente, há cerca de 12 milhões de internações, 2 milhões de partos e 12.000 transplantes de órgãos em toda a rede do SUS.

Estes indicadores demonstram a importânicia do SUS para a população.

Pe. Luiz Carlos Dias
Secretario da CF - CNBB

Postado por: Leonardo Araújo

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Comer peixe durante a gestação melhora desenvolvimento motor e inteligência das crianças



É o que indica estudo da Universidade de Granada, na Espanha. Segundo os pesquisadores, filhos de mães que consumiram quantidades equilibradas de peixes oleosos como atum, sardinha e salmão durante a gestação pontuaram melhor em testes variados de habilidade e inteligência.
O estudo envolveu duas mil mulheres espanholas que estavam na 20 ª semana de gestação. Elas foram avaliadas novamente após o nascimento dos bebês.
Os pesquisadores, liderados por Cristina Campoy Folgoso, acompanharam a dieta seguida pelas mães e recolheram amostras de sangue para medir os níveis de ômega-3 e omega-6 – ácidos graxos saudáveis ​​encontrados nos peixes oleosos.
As crianças foram posteriormente avaliadas com testes de inteligência verbal. Suas habilidades motoras e sociais também foram verificadas.
Os filhos de mulheres, que haviam consumido peixes oleosos durante a gravidez, obtiveram melhores resultados nos testes, segundo dados publicados no periódico American Journal of Clinical Nutrition.
Ômega-3
O ômega-3 em particular, dizem os pesquisadores, contribui para o desenvolvimento saudável do cérebro e os olhos de um feto. Ele contém ácido docosa-hexaenóico (DHA), que é um componente importante para as membranas celulares do cérebro.
Em um estudo anterior realizado pela mesma equipe, foi verificado que o consumo de peixe durante a gestação interferia de forma positiva no QI das crianças quando elas atingiam os oito anos de idade. “A quantidade de DHA transmitida para o feto através da placenta pode ser crucial para o desenvolvimento fetal”, acrescenta Cristina.
Este estudo é parte de um projeto maior sobre os efeitos da dieta sobre os recém-nascidos que continuará até 2013.
* Publicado originalmente no site O que eu tenho.









Postado por: Leonardo Araújo



Quanto tempo as mães devem tirar de licença-maternidade?







A lei brasileira garante: toda mulher tem direito a 120 dias de licença-maternidade, prazo que pode ser estendido por mais 60 dias dependendo do empregador. Mas, este tempo é o ideal? Embora o benefício seja reconhecido pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) desde 1921, o período de afastamento varia de país para país. E a discrepância é grande: enquanto no Bahrein, a mulher tem direito a ficar 45 dias em casa, na Dinamarca, ela pode passar até 52 semanas (um ano e um mês) sem trabalhar.
Pesquisadores já demonstraram que os curtos períodos de convívio entre mães e seus bebês provocam atraso no desenvolvimento, doenças e até mesmo a morte dos pequenos. Um estudo da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, examinou os resultados da escalada de licenças-remuneradas em 16 países europeus de 1969 até 1994: em média, o tempo passou de dez para 26 semanas. Segundo o economista Christopher Ruhm, autor do estudo, foi constatado que um incremento de dez semanas nas licenças-remuneradas pode reduzir as taxas de mortalidade infantil entre 2,5% e 3,4%. Algumas evidências apontam, no entanto, que as ausências muito longas do trabalho causam uma desvantagem econômica e profissional para as mulheres, e na melhor das hipóteses, um efeito neutro sobre as crianças.
Segundo o obstetra da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro, Antônio Braga, a falta da mãe influencia na saúde da criança, notadamente pela interrupção do aleitamento materno: “a amamentação regular e exclusiva até os seis meses reduz 17 vezes as chances de o recém-nascido contrair pneumonia, cinco vezes a possibilidade de anemia e duas vezes a ameaça de crises de diarreia”.
Braga ressalta também a importância do aleitamento materno na formação do aparelho psíquico. De acordo com o especialista, os seis primeiros meses de vida são fundamentais para que o vínculo entre mãe e filho seja aprofundado e as atividades familiares estejam reorganizadas e adaptadas à chegada do bebê: “pode parecer utópico, retrógrado e até machista, mas os filhos que gozaram da presença da mãe por mais tempo na infância precoce tendem a desenvolver habilidades afetivas melhor consolidadas”.
A legislação brasileira recomenda ainda que a gestante se afaste do trabalho a partir da 36ª semana de gravidez, o que, segundo Braga, quase nunca é respeitado pelas pacientes, que preferem postergar a licença para o pós-parto para terem mais tempo com o bebê. Ele reconhece, no entanto, que a pressão do mercado pode fazer com que a mulher acabe interrompendo o aleitamento exclusivo por compromissos profissionais: “a lei confere às mulheres dois intervalos de 30 minutos por dia para amamentar, mas não obriga as empresas a fornecer creche. A mãe pode retirar o leite antes de ir para o trabalho, mas será que o responsável por dar o alimento ao bebê não vai preferir fornecer suplemento lácteo, que sacia a fome mais rapidamente e por mais tempo? Uma vez introduzidos esses alimentos, vai ainda o recém-nascido aceitar o leite materno com a mesma facilidade? Diante de tantos empecilhos, de foro legal e logístico, o que infelizmente vemos é a interrupção precoce do aleitamento materno exclusivo”.
O retorno ao trabalho também costuma ser uma mistura de sensações para as mulheres: um alívio por poder conviver com mais pessoas e por voltar a ter atividades fora do lar, e um sentimento de culpa por estar longe da criança. A coordenadora do Núcleo de Estudos e Negócios em Desenvolvimento de Pessoas da ESPM, Adriana Gomes, acredita que as mulheres que adiam a maternidade, privilegiando uma estabilidade financeira e emocional, acabam ficando menos ansiosas para retomar seu posto do que as mais jovens. “O trabalho também é uma questão de cultura, de valores da sociedade. Antes de pensarmos nas diferenças entre os países no que diz respeito ao tempo de licença, devemos observar de que maneira determinada sociedade valoriza a maternidade e o trabalho.”
Adriana sugere que, como forma de adaptação à volta ao emprego, as empresas passem a pensar na flexibilidade de horários, como alguns dias de trabalho em home office para cargos que possibilitem este tipo de benefício. “O relacionamento com o filho é construído o tempo todo. Passada a licença, a mulher não precisa estar 24 horas por dia ao lado da criança. Até porque ela não só gosta como precisa do trabalho para sustentar ou complementar a renda da família”.
Assim como Adriana, Braga também sugere que a mulher crie oportunidades de convivência produtiva, valendo-se do princípio da qualidade em vez da quantidade. “Ao passar o dia todo fora de casa, a mãe deve reservar um tempo exclusivo para ficar com seu filho. Este período, mesmo que curto, deve ser respeitado pois contribui para diminuir a sensação de ausência que o filho sente da mãe, assim como dilui o sentimento de culpa da mulher por sua ausência.”
* Publicado originalmente no site Opinião e Notícia.




Postado por: Leonardo Araújo

Sensação de controle pode afetar negativamente o raciocínio



Existem momentos em que nos sentimos com mais ou menos controle sobre o que acontece ao nosso redor, e isto é normal. Mas uma pesquisa da Universidade Estadual da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, mostra que essa sensação varia com mais frequência e mais rapidamente do que se pensava – e isto pode afetar as habilidades cognitivas.
Em um estudo realizado com idosos, Shevaun Neupert e seu coautor Jason Allaire, testaram o senso de controle de voluntários a cada 12 horas, durante 60 dias. Os participantes responderam questões sobre quando se sentiam no controle das suas vidas e quando foram capazes de atingir metas que estabeleceram para si. A função cognitiva, o raciocínio e a memória também foram medidos. Os participantes tinham idades que variavam entre 61 e 87 anos.
O estudo, publicado no periódico Psychology and Aging, descobriu que a sensação de controle poderia variar significativamente no decurso de um único dia. “Isto é particularmente interessante, dado que a pesquisa anterior foi amplamente focada na presunção de que o senso de controle permanece relativamente estável”, aponta Neupert.
Os pesquisadores também descobriram que os participantes, que relataram ter normalmente um baixo senso de controle, apresentaram um desempenho muito melhor em testes de raciocínio indutivo durante os períodos em que eles relataram sentir um maior senso de controle.
Aqueles que relataram normalmente sentir-se mais no controle das situações, pontuaram mais em testes de memória quando se sentiam mais no controle do que o habitual.
Com base nestes modelos, os autores acreditam que a melhora do funcionamento cognitivo deriva da sensação de controle melhorado, e não o contrário. “Isto não fazia parte do projeto experimental, por isso não podemos dizer com certeza”, diz Neupert. “Mas é um primeiro passo para determinar o que vem primeiro – senso de controle ou melhora da cognição”, conclui.
* Publicado originalmente no site O que eu tenho.









Postado por: Leonardo Araújo



sábado, 25 de fevereiro de 2012

Que a saúde se difunda sobre a terra



Na quarta-feira de cinzas, 22 de fevereiro, foi lançada a Campanha da Fraternidade 2012, este ano sobre o tema Fraternidade e Saúde Pública e com o lema Que a saúde se difunda sobre a terra (cf. Eclo 38,8). A saúde sempre foi uma das primeiras preocupações do povo brasileiro. Historicamente, no entanto, está aquém do que se deseja. Quando pensamos na saúde do Brasil, nos vêm à mente cenas como falta de vagas em hospitais, leitos nos corredores, filas intermináveis, espera de meses por atendimentos especializados, bem como a luta dos profissionais contra a falta de equipamentos, medicamentos, ou contra a própria estrutura precária dos estabelecimentos de saúde.
Desde a Constituição de 1998, está garantida a universalidade e gratuidade da saúde. Com a criação do SUS, tentou-se alcançar esse ideal, mas a complexidade e custos crescentes têm tornado essa luta como uma batalha contra moinhos de vento. Houveram algumas batalhas vencidas: podemos citar a criação do PSF (Programa de Saúde da Família), com a ênfase na prevenção; ou o combate contra a aids, elogiado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), mas a enormidade do desafio parece muitas vezes invencível. Ainda surgiram outros desafios com a vida moderna e sua exigência de perfeição e concorrência cada vez maiores: estão na moda doenças que nossos avós pouco conheciam – o estresse, a depressão, o sobrepeso. O aumento da expectativa de vida e a diminuição do índice de fecundidade (que chegou a 1,8 nascimentos por mulher em 2008, menos do que o necessário para repor a população) e o consequente aumento da população idosa fazem com que doenças crônico-degenerativas e o câncer sejam cada vez mais prevalentes. Também a tragédia do crack está alcançando até as menores cidades.
Esse é o quadro que se pinta quando se pensa nas condições de saúde no Brasil. Mas a saúde é mais que a ausência de doenças, como definiu a OMS em 1946: “é um estado de completo bem-estar físico, mental e social”. A OMS, em 2003, incluiu também o estado de bem-estar espiritual como fator indispensável para a saúde integral. Olhando novamente para a situação do Brasil, descobrimos então que a realidade está mais longe ainda do ideal. A condição social de muitos brasileiros é absolutamente precária. Apesar de sermos hoje a sexta economia do mundo, milhões vivem em favelas, em meio à violência, falta de infraestrutura básica, vitimados pela miséria ou ainda flagelados pela seca.
A espiritualidade também vive momentos difíceis. Foi demonstrado em várias pesquisas pelo mundo que pacientes que têm fé e rezam têm uma recuperação mais rápida, e menos consequências negativas de suas doenças. A religiosidade sempre fez parte da vida humana desde tempos imemoriais. Jamais houve qualquer povo que não a tivesse. As previsões da “morte de Deus” sempre mostraram-se muito equivocadas.
Mas vemos hoje, principalmente entre a juventude, um afastamento e desilusão para com a religião de seus pais. A frequência à missa dominical é bem menor em comparação ao tempo de nossos pais e avós. O hedonismo e o individualismo acabam falando mais alto, e muitos não têm mais tempo de pensar na saúde de sua alma frente à correria do mundo moderno e suas várias distrações: a televisão, a praia, a cerveja com os amigos… Quanto melhor a condição social, maiores as distrações – como na parábola em que um homem diz à sua alma: descansa, tu já tens bens para muitos anos.
Em países mais ricos, de fato, o ateísmo ou a indiferença religiosa alcançaram níveis alarmantes, e tudo indica que o Brasil vai indo pelo mesmo caminho. Os mais pobres, por outro lado, acabam muitas vezes vitimados pela teologia da prosperidade e sua inversão dos valores evangélicos.
O descuido com a saúde da alma pode ter consequências profundas – a perda do sentido da vida, a busca de refúgio nas drogas lícitas e ilícitas, a depressão entre jovens e até entre crianças –, o que era impensável anos atrás. Temos muito que pensar: para onde estamos caminhando? Podemos lembrar a resposta de Deus ao homem rico da parábola: “Insensato, nessa mesma noite ser-te-á reclamada a alma. E as coisas que acumulastes, de quem serão?” Temos que ser ricos em primeiro lugar para Deus.
Como fazer então para que o povo brasileiro possa ter saúde abundante em todos seus aspectos: saúde corporal, psicológica, social e espiritual? Que essa quaresma sirva para que possamos meditar e buscar soluções para tamanho desafio, de forma que um dia realmente possamos afirmar que a saúde se difunde sobre a terra.
* Gil Vicente Thomas é seminarista da Diocese de Rio Grande.

* Publicado originalmente no site Adital.






Postado por: Leonardo Araújo



Adenóide: crianças que respiram pela boca podem ter problemas de desenvolvimento







Respirar pela boca, roncar, ter problemas para dormir e cansaço. Se seu filho tem este conjunto de sintomas, ele pode ter adenóide, a causa mais comum de obstrução nasal em crianças com mais de dois anos de idade. E não descuide: a adenóide pode comprometer o desenvolvimento físico e psicomotor de uma criança.
“Se roncar não é sinal de algo saudável entre os adultos, imagine em uma criança”, alerta Olavo Mion, otorrinolaringologista do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. “O ronco é indicativo de problemas para respirar durante o sono e, portanto, de uma pior qualidade deste sono. E crianças que dormem mal podem ter alterações no desenvolvimento em geral, já que o hormônio do crescimento é secretado durante o sono profundo”, completa.
A adenóide pode ainda, em casos mais avançados, comprometer em algum grau a audição e o desenvolvimento psicomotor – se comparado com o de crianças saudáveis, ele será pior. Idem para o rendimento acadêmico. “Isto tudo vai causar a perda na qualidade de vida da criança no longo prazo”, aponta o especialista.
E, ao forçar a criança a respirar pela boca e não pelo nariz, a adenóide pode ainda contribuir para a má-formação do crânio, alterando o formato do palato (parte interna da boca), dos dentes e da mandíbula. “Os problemas causados pela adenóide deverão ser corrigidos na idade adulta e, normalmente, são cirurgias muito mais complexas do que a cirurgia da adenóide em si”, diz Mion.
Correção da adenóide é cirúrgica
A adenóide é uma alteração na extenção de uma mucosa do nariz, cuja função inicial é alertar o organismo para possíveis partículas que possam causar algum tipo de alergia. É esta mucosa que vai fazer qualquer pessoa espirrar quando inalar poeira, por exemplo.
O processo de crescimento anormal dessa mucosa se dá nas crianças com idade entre dois e seis anos. Muitas vezes a adenóide regride. Mas, em alguns casos, o problema pode persistir levando aos problemas de saúde e desenvolvimento citados acima.
“O tratamento consiste em uma cirurgia bastante simples que vai remover o excesso da mucosa nessas crianças com idade entre seis e oito anos. Com isto, a respiração se normaliza e, como o organismo da criança está em desenvolvimento, ele se readapta, minimizando os problemas que poderiam se desenvolver”, finaliza Mion.
* Publicado originalmente no site O que eu tenho.















Postado por: Leonardo Araújo





Comer peixe durante a gestação melhora desenvolvimento motor e inteligência das crianças







É o que indica estudo da Universidade de Granada, na Espanha. Segundo os pesquisadores, filhos de mães que consumiram quantidades equilibradas de peixes oleosos como atum, sardinha e salmão durante a gestação pontuaram melhor em testes variados de habilidade e inteligência.
O estudo envolveu duas mil mulheres espanholas que estavam na 20 ª semana de gestação. Elas foram avaliadas novamente após o nascimento dos bebês.
Os pesquisadores, liderados por Cristina Campoy Folgoso, acompanharam a dieta seguida pelas mães e recolheram amostras de sangue para medir os níveis de ômega-3 e omega-6 – ácidos graxos saudáveis ​​encontrados nos peixes oleosos.
As crianças foram posteriormente avaliadas com testes de inteligência verbal. Suas habilidades motoras e sociais também foram verificadas.
Os filhos de mulheres, que haviam consumido peixes oleosos durante a gravidez, obtiveram melhores resultados nos testes, segundo dados publicados no periódico American Journal of Clinical Nutrition.
Ômega-3
O ômega-3 em particular, dizem os pesquisadores, contribui para o desenvolvimento saudável do cérebro e os olhos de um feto. Ele contém ácido docosa-hexaenóico (DHA), que é um componente importante para as membranas celulares do cérebro.
Em um estudo anterior realizado pela mesma equipe, foi verificado que o consumo de peixe durante a gestação interferia de forma positiva no QI das crianças quando elas atingiam os oito anos de idade. “A quantidade de DHA transmitida para o feto através da placenta pode ser crucial para o desenvolvimento fetal”, acrescenta Cristina.
Este estudo é parte de um projeto maior sobre os efeitos da dieta sobre os recém-nascidos que continuará até 2013.
* Publicado originalmente no site O que eu tenho.















Postado por: Leonardo Araújo

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

CF-2012: Secretário da CNBB destaca avanços e desafios à saúde pública no país .



Foi aberta, na tarde desta Quarta-Feira de Cinzas, a 49ª Campanha da Fraternidade (CF), cujo tema é “Fraternidade e Saúde Pública”, com o lema “Que a saúde se difunda sobre a terra”. A solenidade de abertura, na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Brasília (DF), foi dirigida pelo secretário geral da entidade, dom Leonardo Steiner, e contou com a participação do ministro da Saúde, Alexandre Padilha; do secretário executivo da CF, padre Luiz Carlos Dias, além de outros convidados.
“A Campanha da Fraternidade é um tempo especial para a conversão do coração, através da prática da oração, do jejum e da esmola, como processo de abertura necessária para sermos tocados pela grandeza da vida nova que nasce da cruz e da ressurreição”, disse dom Leonardo.Em seu discurso, o secretário geral da CNBB disse que houve “significativos avanços” nas últimas décadas da saúde pública no país, como o aumento da expectativa de vida da população, a drástica redução da mortalidade infantil, a erradicação de algumas doenças infecto-parasitárias e a eficácia da vacinação e do tratamento da Aids, elogiada internacionalmente.Dom Leonardo também levantou pontos que ainda não são completamente sanados pelo Governo em relação à saúde. “Com a Campanha da Fraternidade de 2012, a Igreja deseja sensibilizar a todos sobre uma das feridas sociais mais agudas de nosso país: a dura realidade dos filhos e filhas de Deus que enfrentam as longas filas para o atendimento à saúde, a demorada espera para a realização de exames, a falta de vagas nos hospitais públicos e a falta de medicamentos. Sem deixar de mencionar a situação em que se encontra a saúde indígena, dos quilombolas e da população que vive nas regiões mais afastadas”, destacou dom Leonardo.O bispo auxiliar de Brasília ressaltou não ser exagero dizer que a saúde pública no país “não vai bem”. “Os problemas verificados na área da saúde são reflexos do contexto mais amplo de nossa economia de mercado, hoje globalizada, que não tem, muitas vezes, como horizonte os valores ético-morais e sociais”.Sobre o corte de cinco bilhões de reais da área da saúde, dom Leonardo destacou que esta decisão do governo preocupa e frustra “a expectativa da população por maior destinação de recurso à saúde” após a discussão da Emenda Constitucional 29.Agradecimento à CNBBO ministro da saúde, Alexandre Padilha, agradeceu à CNBB, em nome do Ministério da Saúde, do Sistema Único de Saúde (SUS) e do Conselho Nacional de Saúde (CNS), pela escolha do tema da Campanha da Fraternidade deste ano. “Agradecemos esse gesto da CNBB por trazer a saúde, em especial a saúde pública, como tema central de reflexão da Quaresma e durante toda a Campanha da Fraternidade. Sabemos que isso provoca um debate permanente durante todo o ano na Igreja Católica e nas comunidades. Não poderia ter presente maior para o SUS do que esta iniciativa da Igreja Católica”, disse o ministro.Segundo Padilha, a responsabilidade e os desafios de consolidar o Sistema Único de Saúde são enormes. “Primeiro pela dimensão de nosso país, desafio que nenhum outro país com mais de 100 milhões de habitantes assumiu. O Brasil assumiu em sua Constituição, colocando a saúde como dever do Estado. E depois assumiu o SUS, que tem como princípio levar saúde de forma integral e universal para toda a sua população. Sabemos que o desafio do SUS não é pequeno”, destacou.“Tenho a esperança de que nesta Campanha da Fraternidade, cada uma das comunidades do país possam discutir o ‘SUS real’, aquilo que é a única porta para 145 milhões de brasileiros. É a partir desse debate que poderemos enfrentar os problemas que temos a sanar na saúde pública no país”, observou o ministro.Mensagem do Papa“De bom grado me associo à CNBB que lança uma nova Campanha da Fraternidade, sob o lema “que a saúde se difunda sobre a terra” (cf Eclo 38,8), com o objetivo de suscitar, a partir de uma reflexão sobre a realidade da saúde no Brasil, um maior espírito fraterno e comunitário na atenção dos enfermos e levar a sociedade a garanti a mais pessoas o direito de ter acesso aos meios necessários para uma vida saudável”.Estas foram algumas palavras do papa Bento XVI na carta enviada à CNBB por ocasião do lançamento da CF. A carta foi lida na íntegra pelo secretário executivo da CF, padre Luiz Carlos Dias, no ato de lançamento Campanha.O papa desejou que esta Campanha inspire no “coração dos fiéis e das pessoas de boa vontade, uma solidariedade cada vez mais profunda para com os enfermos, tantas vezes sofrendo mais pela solidão e abandono, do que pela doença”.“Associando-me, pois, a esta iniciativa da CNBB e fazendo minhas as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias de cada um, saúdo fraternalmente quantos tomam parte, física ou espiritualmente, na Campanha, invocando pela intercessão de Nossa Senhora Aparecida, para todos, mas de modo especial, para os doentes, o conforto e a fortaleza de Deus no cumprimento do dever de estado, individual, familiar e social, fonte de saúde e progresso do Brasil, tornando-se fértil na santidade, próspero na economia, justo na participação das riquezas, alegre no serviço público, equânime no poder e fraterno no desenvolvimento”, escreveu o papa.




Postado por: Leonardo Araújo

Apresentação: O cartaz da CF 2012



O cartaz atualiza o encontro do Bom Samaritano com o doente que necessita de cuidado (Lc 10,29-37).
A mão do profissional da saúde, segurando as mãos da pessoa doente, afasta a cultura da morte e visibiliza a acolhida entre irmãos (o próximo). A Igreja como mãe, em sua samaritanidade, aproxima-se e cuida dos doentes, dos fracos, dos feridos, de todos que se encontram à margem do caminho.
O profissional de pé, o enfermo sentado, olhos nos olhos, lembram o compromisso e a dedicação do profissional da saúde, no processo de cura do paciente, e a confiança do doente naquele que o acolhe e cuida. A acolhida e o cuidado aliviam a dor, estabelecem uma relação de confiança decisiva para a cura e superação das barreiras sociais.
A cruz, que sustenta e ilumina o sentido do cartaz, recorda a salvação que Jesus Cristo nos conquistou. Ela ilumina a vida humana, a morte, as dores, o sofrimento das pessoas sem assistência de saúde. No entanto, é ela também que ilumina o encontro entre o profissional da saúde e o doente, pois aponta para a esperança da transformação completa: um novo céu e uma nova terra.
A alegria do encontro retratado no cartaz recorda aos profissionais da saúde que foram escolhidos para atualizarem a atitude do Bom Samaritano em relação aos enfermos. Mobiliza os gestores do sistema de saúde a se empenharem para possibilitar atendimento digno e saúde para todos. Que a saúde se difunda sobre a terra.









Postado por: Leonardo Araújo

Campanha da Fraternidade de 2012



A Igreja Católica no Brasil realiza ao longo da quaresma a Campanha da Fraternidaade. os seus objetivos permanentes são: despertar o espírito comunitário e cristão no povo de Deus, na busca do bem comum; educar para a vida em fraternidade, a partir da justiça e do amor; renovar a consciência da responsabilidade de todos pela ação evangelizadora na Igreja, em vista de uma sociedade justa e solidária.



Neste ano de 2012 a CF convida a uma reflexão sobre a realidade da saúde pública em nosso país.






O tema é: "Fraternidade e a saúde pública" e o lema é: "Que a saúde se difunda sobre a terra" (cf. Eclo 38,8), tendo em vista a melhoria da qualidade dos serviços, do acesso e da vida da população.



Pe. Luiz Carlos Dias

Secretário da CF - CNBB



Postado por: Leonardo Araújo

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Cuidado com o lanche das crianças na volta às aulas!



O Ministério da Saúde alerta para a retomada do ano letivo das crianças e dá dicas do que colocar na lancheira, evitando biscoitos recheados, refrigerantes e outros alimentos industrializados, que contribuem para o desenvolvimento de doenças crônicas, como obesidade, diabetes e hipertensão.
Para a coordenação de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, a lancheira ideal é aquela em que não entram refrigerantes e bebidas açucaradas, como sucos industrializados, ou ainda biscoitos e salgadinhos. De acordo com a coordenadora do setor, Patrícia Jaime, o ideal é optar por sucos naturais e porções de frutas. E ficar de olho na quantidade de sódio dos alimentos industrializados.
Em 2011, o Ministério da Saúde assinou termo de compromisso, em parceria com indústrias alimentícias, que estabelece a redução gradual de sódio entre dez tipos de alimentos, incluindo os mais consumidos pelo público infanto-juvenil, como pão de sal, biscoitos e salgadinhos.
Dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares de 2008-2009, do IBGE, mostraram que uma em cada três crianças com idade entre cinco e nove anos e um em cada cinco adolescentes está com peso acima do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Pesquisa do Ministério da Saúde realizada entre adolescentes de 9ª série do ensino fundamental nas 27 capitais do país mostrou que o sobrepeso atingiu 16% dos alunos e a prevalência de obesidade foi de 7,2% para o conjunto das capitais.
O que colocar na lancheira?
- Frutas- Sucos naturais- Salgados com recheios variados: frango, milho, espinafre, carne moída, queijo, legumes e verduras- Cereais- Iogurtes- Sanduíches caseiros
Evite
- Frituras- Chocolates- Refrigerantes- Salgadinhos
Crianças, adolescentes e adultos têm necessidade de nutrientes em quantidades adequadas, nas diferentes fases da sua vida. Por isso, deve-se oferecer lanches de acordo com a idade da criança.
250 a 300 calorias para crianças de quatro a seis anos;
300 a 350 calorias para crianças entre seis e nove anos;
350 a 450 calorias para os adolescentes (12 a 18 anos).
* Com informações do Ministério da Saúde.
** Publicado originalmente no site EcoD.





Postado por: Leonardo Araújo