sábado, 21 de janeiro de 2012

A demora no SUS virou notícia

por Ligia Martins de Almeida, do Observatório da Imprensa

Se as próteses estrangeiras não estivessem no noticiário, a imprensa nacional jamais contaria aos leitores que as filas para reconstrução de mama no SUS obrigam as pacientes a uma espera de muitos anos. A notícia está no Estado de S. Paulo (14/1), na matéria “Fila para cirurgias de reconstrução preocupa pacientes”. “A aposentada Loeny Menezes da Rosa, de 61 anos, esperou cinco anos na fila para conseguir fazer a cirurgia de reconstrução da mama pelo SUS. Ela descobriu o câncer em 2001 e só conseguiu reconstruir a mama em 2006. ‘O médico disse que se eu quisesse colocar silicone na hora, teria de pagar à parte. Naquela época eu não tinha como pagar, por isso decidi esperar. Entrei na fila de novo e só fui chamada em 2006’.”
Afirma o jornal:
“O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima que 52 mil mulheres serão diagnosticadas com câncer de mama em 2012. E a Sociedade Brasileira de Mastologia estima que ao menos 20 mil delas precisarão fazer uma cirurgia de retirada das mamas, sendo que apenas cerca de 10% delas sairão do centro cirúrgico com a mama já reconstruída. Para Luciana Holtz, psico-oncologista e presidente do Oncoguia, o governo precisa deixar claro como vai organizar as filas das mulheres que precisam fazer mastectomia, das mulheres que precisam fazer a reconstrução e das que possuem próteses da PIP ou Rofil com problemas. Ela diz: ‘Nós entendemos que o centro cirúrgico é um só. E existem centenas de mulheres com câncer esperando de três a seis meses só para fazer a mastectomia. Para fazer a reconstrução, demora uns dois anos. Qual a urgência de trocar a prótese dessas outras mulheres? A fila será única ou separada?’”
A maratona de cirurgias
As perguntas da oncologista sugerem uma excelente pauta para os jornais, que por anos a fio desconheceram mais essa omissão do SUS, ou porque assuntos desse tipo só viram notícia quando envolvem escândalos, ou porque os jornalistas não têm tempo para insistir em assuntos árduos. A confirmação da falta de tempo ou interesse pode ser verificada na mesma matéria do jornal, quando informa que “o Ministério da Saúde diz que não tem como informar quantas mulheres estão na fila de espera nem quanto tempo está demorando a cirurgia porque o gerenciamento das filas é descentralizado e é feito por cada estado e município”.
O Ministério pode até ter tentado encerrar o assunto com essa declaração, mas se o jornalista tivesse dado uma rápida pesquisada na internet, teria descoberto que cerca de duas mil mulheres esperam pelo procedimento. Foi o que mostrou, no ano passado, o jornal Correio Braziliense (31/3/11):
“Às 7h de ontem, foi dada a largada para a maratona de cirurgias de reconstrução de mama que operaram 61 mulheres em 12 horas, número quase equivalente às 70 feitas ao longo de 2010. É a primeira vez que um mutirão como este é realizado no Brasil. Para garantir o sucesso nos atendimentos, o reforço veio de 17 médicos de fora do Distrito Federal. A experiência pretende ser piloto de um projeto que prevê iniciativa parecida em âmbito nacional, prevista para março de 2012 – serão beneficiadas cerca de duas mil mulheres que estão na fila do Sistema Único de Saúde (SUS). Por isso, os bons resultados de ontem serão encaminhados para análise da presidente Dilma Rousseff.”
Um sério trabalho de reportagem
Resta ver se a imprensa vai continuar atenta ao assunto ou vai deixar cair no esquecimento. Como disse à Folha de S.Paulo (14/1) o cirurgião plástico Alexandre Mendonça Munhoz, do Hospital Sírio-Libanês, o problema provável é a sobrecarga do SUS: “O sistema não teria condições de atender ao aumento da demanda para cirurgia. Imagine se metade das pacientes tiverem de ser operadas nos próximos cinco anos, serão seis mil pacientes a mais para um sistema que já está sobrecarregado”. Segundo o médico, somente no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, mais de 200 pacientes aguardam por cirurgia reparadora.
Será que as mulheres que continuam na fila do SUS, agora acompanhadas pelas novas pacientes, vão merecer da mídia a atenção que merecem? Ou vamos ter que esperar uma nova atitude da presidência para que o assunto volte a ocupar espaço nos jornais? Seria interessante, ao menos uma vez, ver a imprensa engajada num sério trabalho de reportagem para contar aos brasileiros como anda, afinal de contas, o Sistema Único de Saúde. Nesta e em todas as outras áreas que atende ou deveria atender.
* Publicado originalmente no site Observatório da Imprensa.



Postado por: Leonardo Araújo

Chicletes e adesivos de nicotina são ineficazes no combate ao tabagismo

Os chicletes e adesivos de nicotina que milhões de fumantes usam para ajudar a combater o vício não têm nenhum benefício duradouro e, em alguns casos, o tiro ainda pode sair pela culatra. As informações são do mais rigoroso estudo de longo prazo já realizado sobre a terapia de reposição de nicotina.
Em estudos médicos, os produtos têm se revelado eficazes, tornando mais fácil para as pessoas parar de fumar, pelo menos a curto prazo. Os resultados mais animadores foram a base para as diretrizes federais em vários países recomendarem os produtos para auxiliar no abandono do tabagismo.
Mas, nas pesquisas recentes, os fumantes que usaram os produtos sem receita, como parte de um programa ou por conta própria, relataram pouco benefício. O novo estudo acompanhou um grupo de fumantes para ver se os produtos de reposição de nicotina afetam suas chances de largar o hábito ao logo do tempo. Não. Mesmo quando eles recebem aconselhamento sobre a reposição de nicotina.
O estudo, publicado segunda-feira, 9, no jornal especializado Tobacco Control, incluiu cerca de 800 pessoas que estão tentando parar de fumar durante um período de vários anos. É provável que esta pesquisa inflame um longo debate sobre o valor das alternativas da nicotina.
O negócio lucrativo dos chicletes e adesivos
O mercado dos produtos de reposição de nicotina decolou nos últimos anos, faturando U$ 800 milhões em 2007, contra U$ 129 milhões em 1991. Em 1997, os produtos foram aprovados para serem vendidos sem receitas em muitos estados norte-americanos, e planos de saúde no país cobrem pelo menos um deles.
“Estávamos esperando um resultado diferente”, disse o coautor do estudo e diretor do Centro Global de Controle do Tabagismo de Harvard, Dr. Gregory Connolly. “Investimos nesse programa de tratamentos por anos”, disse.
Médicos que tratam fumantes disseram que as conclusões do estudo não foram inesperadas, dada a forma ocasional como muitos fumantes usam os produtos. “A adesão do paciente é uma questão muito importante”, disse o Dr. Richard Hurt, diretor do Centro de Dependência da Nicotina da Clínica Mayo, que não esteve envolvido no estudo.
Hurt afirmou que os produtos de nicotina, como chicletes e adesivos, são “absolutamente essenciais, mas que suas combinações e doses para o tratamento adequado são necessidades individuais de cada paciente”.
Os produtos têm sido controversos desde 2002, quando pesquisadores da Universidade da Califórnia em San Diego, informaram, a partir de uma ampla pesquisa, que eles não pareciam oferecer nenhum benefício. O estudo não acompanhou as pessoas por um longo tempo. Um programa realizado pelo governo, que incluiu a reposição de nicotina como parte de diretrizes federais causou polêmica, porque membros do governo responsáveis pelo programa teriam recebido dinheiro dos fabricantes dos produtos.
“Alguns estudos questionaram estes tratamentos, mas a maior parte deles endossou o seu uso”, disse o diretor da Universidade de Wisconsin, do Centro de Pesquisa e Intervenção do Tabaco, Dr. Michael Fiore. O médico também é o presidente do programa que estabeleceu as diretrizes federais e que foram acusados de receber pagamentos dos fabricantes de medicamentos. “Há milhões de fumantes desesperados para parar por aí e seria uma tragédia se eles se sentissem enganados por causa de um estudo que estabelece que o tratamento é ineficaz”, afirmou.
Em um estudo antigo, realizado em Massachusetts, pesquisadores acompanharam uma amostra representativa de 1.916 adultos, incluindo 787 pessoas que disseram que tinham parado de fumar recentemente. Eles entrevistaram cada participante três vezes, uma vez a cada dois anos durante a década de 2000, pedindo para os fumantes e ex-fumantes falarem sobre o uso da goma de mascar, adesivos e outros produtos, durante seus períodos sem fumar e suas recaídas. Segundo o estudo, cerca de um terço das pessoas que tentaram parar de fumar tiveram uma recaída.O uso de produtos de substituição não fez diferença, usados pelo período de dois meses como o recomendado, ou com a orientação de um psicólogo.
Em um subgrupo de fumantes pesados – definidos como aqueles que fumam seu primeiro cigarro dentro de meia hora depois de acordar – que usaram os produtos de substituição sem orientação, a propensão à recaída foi duas vezes maior em fumantes pesados que não usaram os produtos.
Os pesquisadores afirmam que, embora os produtos de reposição de nicotina ajudem as pessoas a parar de fumar, eles não são suficientes para prevenir recaídas a longo prazo. A motivação dos pacientes é muito importante, assim como os seus ambientes sociais, apoio dos amigos e familiares e regras estabelecidas em local de trabalho, campanhas na mídia, aumento de impostos sobre o tabaco e endurecimento das leis de fumo.
Publicado originalmente no site The New York Times e retirado do Opinião e Notícia.



Postado por: Leonardo Araújo

Famílias gastam mais que o governo com saúde, indica IBGE



Rio de Janeiro – Embora os gastos do governo com bens e serviços de saúde tenham aumentado em ritmo mais intenso entre 2007 e 2009, as famílias continuam contabilizando despesas mais elevadas nesse setor. Entre os dois anos, as famílias brasileiras responderam, em média, por mais da metade (56,3%) desses gastos, o que representou cerca de 4,8% do Produto Interno Bruto (PIB) em todo o período. Já os gastos da administração pública aumentaram sua participação no PIB de 3,5% para 3,8% entre os dois anos.
Os dados fazem parte da pesquisa Conta Satélite de Saúde, divulgada hoje (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento traz informações sobre a produção, o consumo e o comércio exterior de bens e serviços relacionados à saúde, além de dados relacionados ao trabalho e à renda nas atividades que geram esses produtos.
De acordo com o estudo, as famílias gastaram, em 2009, R$ 157,1 bilhões em bens e serviços de saúde, enquanto a administração pública desembolsou R$ 123,6 bilhões com o mesmo setor. Já as instituições sem fins lucrativos a serviço das famílias gastaram R$ 2,9 bilhões (0,1% do PIB).
Dessa forma, o consumo de bens e serviços de saúde naquele ano representou 8,8% do PIB total do país, alcançando R$ 283,6 bilhões.
Em 2009, as principais despesas de consumo final das famílias foram com outros serviços relacionados com atenção à saúde, como consultas médicas e odontológicas, exames laboratoriais (36,3% do total) e com medicamentos para uso humano (35,8%).
No caso da administração pública, 66,4% do total foi gasto com saúde pública. As despesas em unidades privadas contratadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) responderam por 10,8% e os medicamentos para distribuição gratuita representaram 5,1% dos gastos.
* Edição: Lílian Beraldo.
** Publicado originalmente no site Agência Brasil.












Postado por: Leonardo Araújo

Por um ano menos salgado




A revista Lancet Neurology publicou uma revisão, em sua primeira edição deste ano, dos avanços médicos para evitar o acidente vascular cerebral (AVC), também conhecido como derrame. O estudo feito pelo doutor Graeme Hankey, da Austrália, avaliou 185 pesquisas sobre dieta e AVC e tirou suas próprias conclusões. Toda a evolução da civilização nas últimas décadas, facilitando a nossa vida, reduzindo nosso esforço físico e aumentando excessivamente a oferta de alimentos, aumentou vertiginosamente a incidência de doenças, sobretudo de alguns tipos de cânceres, diabetes e doenças vasculares.
O AVC encaixa-se no último grupo, pois é a interrupção do fluxo sanguíneo para alguma área do cérebro, o chamado AVC isquêmico, ou o extravasamento de sangue no cérebro, conhecido como AVC hemorrágico. Trata-se da quarta maior causa de morte e a principal de sequelas no mundo.
A notícia alarmante é que enquanto a incidência de AVC nos países desenvolvidos nos últimos 40 anos se reduziu pela metade, principalmente pela mudança de hábitos e controle dos fatores de risco como hipertensão, hipercolesterolêmica e tabagismo, nos países com baixa renda per capita, como o Brasil, a incidência de AVC dobrou no mesmo período. As taxas são diretamente proporcionais aos índices de obesidade, diabetes, tudo isso proveniente do consumo exagerado de calorias e sal que a urbanização do mundo provocou.
A principal causa do AVC é a aterosclerose, que é o acúmulo de gordura nas artérias, associada aos fatores que aumentam o risco: a hipertensão arterial, o sedentarismo, o diabetes, o tabagismo e a obesidade. Se mudássemos nossos hábitos, rejeitando algumas das benesses da Revolução Industrial, viveríamos muito mais e melhor.
Uma das mudanças cruciais seria comer menos sal. Um estudo publicado na revista New England Journal, em 2010, mostrou que se reduzíssemos a ingesta de sal para no máximo três gramas ao dia, conseguiríamos uma redução de até 35 mil AVCs por ano no Brasil, além de evitarmos 45 mil mortes por doenças cardiovasculares. Pouparia aos cofres públicos alguns bilhões de reais todo ano.
Muito pouca comida faz mal, filhos de mães mal nutridas durante a gravidez e crianças subnutridas têm alto risco de sofrer AVC quando chegarem à idade adulta, mas o excesso também é perigoso. A energia acumulada transforma-se em glicose e gordura que circulam no sangue e se acumulam nos vasos, aumentando o risco de rompê-los ou obstruí-los. No mundo de hoje, perto de dois bilhões de pessoas estão na faixa de desnutridos e outro 1,5 bilhão está acima do peso. Ambas as situações, por diferentes motivos, são fatores de risco.
Com essa revisão aprendemos que as vitaminas A e B, o cálcio e as substâncias antioxidantes não nos protegem do AVC. Alguns estudos ainda estão em progresso para validarem o papel protetor da vitamina E, do ômega-3 e da vitamina D. Uma dieta com cinco gramas de sal aumenta o risco de AVC em 23% e uma dieta com pelo menos um grama de potássio diária, reduz o risco de AVC em 11%.
A gordura é a vilã para doenças coronarianas, mas não existem estudos que confirmem o mesmo papel com as artérias cerebrais. Mas ao menos sugerem que as gorduras trans e saturadas são perigosas, enquanto as poli-insaturadas e ômega-3 podem ajudar. Alimentos ricos em açúcar livre, isto é, refrigerantes e doces, aumentam o risco de AVC. Peixes, se consumidos diariamente, reduzem o risco em 6%.
Proteínas magras e frutas também reduzem o risco de AVC. Grãos integrais, se consumidos em alta quantidade, diminuem o risco em 20%. Leite desnatado e até três xícaras de café ou de chá ao dia podem diminuir o risco em 17%, o consumo diário de chocolate igualmente nos protege contra o AVC.
O tipo de dieta interfere pouco. A dieta do Mediterrâneo é a única que comprovadamente nos protege contra o AVC. A dieta vegetariana, a dieta sem produto animal algum e a japonesa não reduzem o risco de AVC, em geral, pois parecem diminuir o AVC isquêmico, mas aumentam o AVC hemorrágico. Enfim, o fundamental é reduzir drasticamente as calorias que consumimos, cozinhar sem sal e depois colocar uma pitada no prato, tirar o açúcar livre e a gordura animal, e usar o padrão de dieta do Mediterrâneo que é rico em verduras, legumes, frutas e grãos integrais e usa a proteína do peixe.
Apenas repor vitaminas que faltam, principalmente o folato e a vitamina D, comer alimentos ricos em potássio e beber vinho tinto com muita moderação, três taças na semana. O resto é perfumaria.
* Publicado originalmente no site Carta Capital.













Postado por: Leonardo Araújo








Laço entre mãe e criança pode afetar obesidade no futuro

Estudo envolveu 977 crianças de 15, 24 e 36 meses que foram depois acompanhadas aos 15 anos.
A qualidade da relação da mãe com seu filho pequeno pode afetar o peso da criança na adolescência, descobriu um estudo.
O artigo foi baseado na observação de como mães interagiam com seus filhos quando eles tinham 15, 24 e 36 meses de idade, e no acompanhamento dessas crianças quando elas fizeram 15 anos para medir os níveis de obesidade. O estudo contou com a participação de 977 crianças.
Os pesquisadores se concentraram em dois aspectos do relacionamento: ligação de segurança, ou o quão consciente a criança é de que sua mãe é a base de segurança e uma presença reconfortante em horas de estresse, e sensibilidade maternal, ou a consciência da mãe sobre o estado emocional da criança e sua habilidade de reconfortar e animar. A qualidade dos relacionamentos foi avaliada em uma escala de seis pontos, com pontuações de três ou mais indicando um relacionamento emocional de muito baixa qualidade.
Em geral, quanto pior relacionamento entre mãe e criança, maiores as chances de que ela seja obesa aos 15 anos. Entre as crianças, 24,7% tinham uma relação adversa com suas mães, pontuando três ou mais. Ter baixa sensitividade maternal, ligação insegura e os dois juntos foram vinculados a maiores chances de ser obeso na adolescência.
Especificamente, a prevalência de obesidade em adolescentes foi de 26,1% entre aqueles com pontuação três ou mais, 15% entre aqueles com pontuação dois, 12,1% entre aqueles com pontuação um e 13% entre os com pontuação zero.
Quando os pesquisadores controlaram por peso no nascimento e gênero, eles descobriram que a probabilidade de se tornar obeso na adolescência era 2,45 vezes maior para aqueles que tiveram as piores relações com suas mães, comparados àqueles com as melhores relações.
Pesquisadores disseram acreditar que bons ou maus laços de relacionamentos cedo podem afetar como a criança reage a estresse, como comendo demais ou tendo péssima qualidade de sono.
“Cuidados atenciosos aumentam a probabilidade de a criança ter um padrão seguro de afeto e desenvolver uma resposta saudável ao estresse”, disse a principal autora Sarah Anderson da Ohio State University em um comunicado à imprensa. “Uma resposta ao estresse bem regulada pode influenciar o quão bem crianças dormem e se elas vão comer em reposta ao estresse emocional – dois fatores que afetam a probabilidade de obesidade.”
Anderson, professora de epidemiologia, não chegou a culpar completamente as mães por terem um efeito sobre o peso dos seus filhos. “É possível”, ela disse, “que a obesidade infantil possa ser influenciada por intervenções que tentam melhorar laços entre mães e crianças ao invés de focada apenas na ingestão de comida pelas crianças e atividade”.
* O estudo foi publicado na edição de janeiro de 2012 do jornal Pediatrics.

** Publicado originalmente no site Opinião e Notícia.
http://opiniaoenoticia.com.br/vida/saude/laco-entre-mae-e-crianca-pode-afetar-obesidade-no-futuro/

Postado por: Leonardo Araújo

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Receitas caseiras não ajudam a prevenir a dengue

por Carolina Pimentel, da Agência Brasil

Brasília – Para escapar da picada do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, muita gente recorre a receitas caseiras que circulam na internet ou dicas de amigos. Especialistas alertam que as recomendações alternativas não ajudam a prevenir a doença.

Comer alho, cebola, inhame, tomar vitamina C, chá de cravo da índia ou acender vela de andiroba são algumas das receitas populares. Mas nada disso impede uma pessoa de ser alvo da picada do mosquito, afirmam pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). No caso dos alimentos, por exemplo, a pessoa teria de consumir grandes quantidades para liberar o cheiro das substâncias no suor e desviar a atenção do mosquito, explicam os pesquisadores.

Outra recomendação é passar repelente na pele. Segundo o epidemiologista e diretor do Instituto de Pediatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Edimilson Migowski, alguns produtos conseguem afastar o mosquito. Porém, o professor alerta que os repelentes agem, em média, por três horas e não podem ser passados no corpo a todo tempo.

“Durante uma parte do dia, você vai ficar descoberto”, diz. O mosquito tem hábitos diurnos e prefere alimentar-se no amanhecer ou ao entardecer. Pode picar as pessoas também no período da noite.

O secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, também não indica as receitas caseiras. “Não têm eficácia comprovada e faz com que as pessoas não adotem as medidas eficazes.”

Jarbas Barbosa destaca a adoção de hábitos dentro de casa para acabar com os criadouros do mosquito. Entre eles, tampar a caixa d`água, desentupir as calhas, tirar a água das bandejas do ar condicionado e dos pratinhos dos vasos de planta, e colocar tela em privadas e ralos pouco usados – que acumulam água parada, locais preferidos do mosquito para depositar os ovos.

Fazer essa vistoria em casa e no escritório pelo menos uma vez por semana é o suficiente, informou o secretário. Do ovo até a fase adulta, o ciclo de vida do Aedes aegypti leva de sete a dez dias.

“Quando você joga fora a água parada elimina de 60 a cem larvas do mosquito. Nenhuma outra medida vai evitar (o surgimento) de tantos mosquitos de uma única vez”, acrescentou o professor Edimilson Migowski.

Um levantamento divulgado pelo Ministério mostra que 48 municípios apresentam risco de surto de dengue neste verão. Em cada cidade, as equipes de saúde encontraram larvas do mosquito em mais de 3,9% dos imóveis visitados, taxa considerada preocupante.

A proliferação do mosquito da dengue aumenta no verão devido à alta temperatura e às chuvas que aumentam o número de locais com água parada, facilitando o depósito de ovos do inseto.

* Edição: Lílian Beraldo.

** Publicado originalmente no site da Agência Brasil.

http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-12-30/receitas-caseiras-nao-ajudam-prevenir-dengue-alertam-especialistas



Postado: Leonardo Araújo


terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Atividade física diária melhora a autoestima das crianças e protege contra a depressão

Um estudo que acompanhou mais de 200 crianças com sobrepeso e sedentárias, com idades entre 7 e 11 anos, mostrou que 20 a 40 minutos de exercícios diários podem contribuir para a diminuição das chances de desenvolver depressão e aumentar consideravelmente a autoestima.
Atividade física diária melhora a autoestima das crianças e protege contra a depressão. Os pesquisadores da Universidade de Ciências da Saúde da Geórgia, EUA, afirmam que o estudo longitudinal – que acompanhou essas crianças durante 13 semanas consecutivas – é o primeiro a demonstrar os benefícios que uma dose mínima de exercícios traz para combater os sintomas da depressão e desenvolvimento de uma autoavaliação positiva de crianças. Mas os pesquisadores enfatizam: quanto mais tempo de exercício diário, melhor.
“Simplesmente levantar-se e fazer alguma atividade aeróbica mudou a relação que essas crianças sentiam sobre si mesmas”, diz Karen Petty, principal autora do estudo. “E o mais impressionante é que as crianças envolvidas no estudo chegaram às mesmas percepções.”
Jogos, brincadeiras e esportes coletivos
A pesquisa focou atividades que fossem divertidas e que aumentassem a frequência cardíaca, como jogos envolvendo corrida, pular corda, basquete e futebol, e que normalmente combinam pequenos momentos de alta intensidade de exercício e períodos de leve descanso, sem interromper totalmente a atividade.
Os participantes avaliavam positivamente seus sentimentos sobre si próprios após cada sessão de exercícios. “Se você se sente melhor sobre você mesmo, é provável que isso se reflita no rendimento escolar e talvez essas crianças possam até mesmo prestar mais atenção na aula”, diz Petty que, com sua equipe, analisou os dados.
Catherine Davis, outra pesquisadora envolvida no estudo, também comprovou que as atividades físicas não só melhoram o condicionamento físico e diminuem a gordura no corpo, mas também reduzem o risco de diabetes dessas crianças, melhoram a cognição e as deixam menos agressivas. “Nosso bem-estar mental e físico estão interligados”, diz Davis. “O estudo mostra os benefícios de exercícios em qualquer idade.”
Os pesquisadores agora acompanham outro grupo de crianças, que deverão ser observadas por, no mínimo, oito meses. Eles procuram confirmar os dados da primeira pesquisa e controlar fatores que corroborem que foi o exercício, e não a atenção extra durante as sessões, que fez a diferença. Uma hipótese provável é que a combinação de ambos os fatores, além da interação social, são importantes para uma melhor imagem que essas crianças têm de si próprias.
* Publicado originalmente no site O que eu tenho?
http://www.oqueeutenho.com.br/6012/menos-de-uma-hora-de-exercicio-por-dia-melhora-a-autoestima-de-criancas.html#axzz1iaw39s6r

Fonte: http://envolverde.com.br/saude/

Postado por: Leonardo Araújo

Dicas de alimentação para o verão




O verão está chegando e o cuidado com o corpo é maior. Neste momento, o cuidado com a alimentação deve ser redobrado, para se estar em melhor forma física quando chegar a hora de desfilar na praia ou na piscina.

Sempre quando se trata de reduzir calorias e melhorar a qualidade da alimentação, também é necessário levar em conta que o prazer no momento da refeição deve permanecer, por isso é necessário ter um momento reservado no dia a dia dedicado aos alimentos.

Flávia Bulgarelli Vicentini, nutricionista e supervisora dos ambulatórios de Obesidade e Distúrbios de Apetite e do Projeto de Educação Nutricional da Unifesp, diz que é também muito importante se hidratar bem. “O ideal é beber água o dia todo, de 150 a 200 ml por copo, chegando a um total de 2 litros por dia. A água ajuda a inibir o apetite, pois muitas vezes o organismo dá sinal de fome, quando na realidade está desidratado.” Quando se mantém o organismo hidratado, fica um pouco mais fácil afastar a fome.

A atividade física é imprescindível e deve ser realizada com a orientação de um educador físico, diz a especialista. “Hoje, a recomendação é de que pessoas com peso adequado devem praticar 30 minutos de atividade física por dia, todos os dias, para aumentar ou manter seu gasto energético e sua massa muscular.”

Existem pessoas que além da atividade física necessitam de apoio emocional, portanto, para se ter um bom resultado na perda de peso, ao menos quatro profissionais deveriam estar envolvidos: nutricionista, médico, educador físico e psicólogo. Para entrar em forma, é necessário adequar os nutrientes e ficar atenta a quantidade que será ingerida ao longo do dia.

Uma pessoa que deseja perder peso e quer se manter magra deve consumir, por dia, em média, 1.200 calorias. “A quantidade de calorias exatas vai depender de qual é o gasto energético dessa pessoa”, aponta Flávia. “Alguém que pratica atividade física todos os dias tem um gasto energético diferente de quem é sedentária.”

Outro ponto apontado pela nutricionista é o consumo de frutas. “É muito importante, porque o sabor doce e as vitaminas e minerais contidas nesses alimentos auxiliam no controle do apetite.” O ideal é consumir de três a cinco frutas por dia.

“Comer verduras, legumes no almoço e jantar, variando a cor e o modo de preparo desses alimentos, aumenta a ingestão das fibras que auxiliam no processo de saciedade. As vitaminas e os minerais presentes nesses alimentos auxiliam no processo de perda de peso, porque ajudam a diminuir a ansiedade e auxiliam no gasto de energia”, diz a especialista.

Substituições

Alimentos ricos em carboidratos, principalmente feitos com farinha de trigo refinada, devem ser substituídos por alimentos feitos com farinha integral, pois as fibras presentes nesse tipo de alimento evitam que os carboidratos sejam rapidamente absorvidos e ocorra uma produção grande de insulina e, com isso, grande absorção de glicose, que será transformada em gordura corporal, principalmente abdominal.

Para melhorar a alimentação, o essencial é retirar açúcares refinados e qualquer alimento que os contenha, como doces, refrigerantes, entre outros. Flávia diz que esse tipo de alimento é metabolizado muito rápido pelo organismo e será, com certeza, armazenado como gordura, principalmente abdominal.

“Alguns alimentos podem ser incluídos para diminuir a ansiedade e aumentar a saciedade. Hoje, estudos em torno de biscoitos feitos de amaranto, um grão originário dos Andes e hoje também cultivado no Brasil, mostram que este alimento tem a capacidade de reduzir níveis de colesterol do sangue e reduzem o apetite”, indica a especialista.

“Outra dica para acelerar o metabolismo é consumir três xícaras de chá-verde ao dia, um bom aliado, pois é um excelente antioxidante”, finaliza Flávia Vicentini.”

* Publicado originalmente no site O que eu tenho?

http://www.oqueeutenho.com.br/12548/dicas-de-alimentacao-para-estar-pronta-para-o-verao.html#axzz1iaw39s6r



Postado por: Leonardo Araújo

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Limites

Não cobre dos outros atitudes que você gostaria que tivessem. As pessoas são diferentes entre si; dai a necessidade de aceitar os limites do próximo. Afinal, você também tem os seus.

Sempre podemos melhorar, mas de nada adiantam pressões ou cobranças.

O despertar interior é um processo pessoal e tem o seu amadurecimento no momento certo.

Compreender e aceitar seus limites, e os do próximo é a fórmula ágica para viver bem.

Autor desconhecido.

Postado por: Leonardo Araújo

O Amparo de Deus

Se meditares sinceramente nas provas que já venceste, nos problemas que já atravessaste, nas dores que já esqueceste e nos obstáculos que, muitas vezes, já contornaste, sem maior esforço de tua parte reconhecerás que o amparo de Deus esteve e está contigo em todos os momentos.

Aprenderás a cooperar mais em favor da paz de ti mesmo, consolidando a fé na Divina providência, que nunca nos desampara.

(Ator desconhecido).

Postado por: Leonardo Araújo

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Exercícios: comer bem faz parte do treino e pode melhorar performance




por Redação O que eu tenho

Independentemente de você ser um atleta profissional ou simplesmente uma pessoa ativa, um bom plano nutricional pode melhorar seu desempenho nos treinos, ao mesmo tempo em que contribui para uma boa saúde e bem-estar.

Comer corretamente permite que seu corpo se adapte bem aos treinos, ajudando você a se recuperar melhor dos exercícios e aumentando os níveis de intensidade da atividade física. Uma nutricionista pode auxiliá-lo, desenvolvendo uma dieta personalizada que atenda às suas necessidades em determinado esporte.

Atividade física e seu corpo

Seu corpo se adapta frequentemente à rotina de exercícios. Atividades em longo prazo melhoram seu organismo, incluindo:

• saúde cardiovascular (fluxo sanguíneo, pressão e nível de oxigênio no sangue);

• respiração;

• regulação dos níveis hormonais;

• aumento da resposta imunológica a doenças;

• fortalecimento dos músculos e ossos;

• aprimoramento do metabolismo.

Lembre-se também que o corpo muda de acordo com o nível de exercício. Seu peso muda, assim como a sua força muscular e a quantidade de gordura no corpo. Tudo isso melhora seu desempenho e o ciclo virtuoso se completa quando você é capaz de aumentar o nível de exercício.

Comer bem melhora os benefícios

Seu corpo precisa de carboidratos, proteínas, gorduras (não todas), vitaminas, minerais e líquidos. Tudo isso contribui para um melhor aproveitamento do exercício que você faz.

Mesmo que você não seja um competidor profissional, comer da maneira correta significa que você consegue lidar melhor com a fadiga. Isto quer dizer que você consegue levantar mais peso e se recuperar mais rapidamente antes da próxima série, por exemplo. Sem as calorias, nutrientes e líquidos na quantidade certa, seus resultados na academia (ou no treino) podem não ser tão bem-sucedidos como você gostaria.

Uma boa dieta vai ajudar:

• para um treino mais longo e intenso;

• diminuindo seu período de fadiga;

• trazendo uma recuperação muscular mais rápida;

• ajudando seu corpo a fazer exercícios intensos;

• melhorando a sua concentração;

• mantendo seu sistema imunológico sempre atento;

• reduzindo a quantidade de possíveis lesões;

• contribuindo para reduzir o risco de dores de estômago e “queimação” (afinal, seu estômago trabalha mais intensamente quando você se exercita bastante).

Ajude seu corpo a ajudar você. Mesmo que você não seja um profissional do esporte ou um entusiasta da corrida, mas apenas um visitante eventual da academia, tenha em mente que o que você come é importante para melhorar seu desempenho e levá-lo para o próximo nível nos exercícios.

* Publicado originalmente no site O que eu tenho.

http://www.oqueeutenho.com.br/7241/exercicios-comer-bem-faz-parte-do-treino.html#axzz1hC5nCAsi





Postado por: Leonardo Araújo

Segundo pesquisa, dois em cada três pacientes com aneurisma são fumantes

O Hospital de Transplantes do Estado de São Paulo fez um levantamento de 250 casos de aneurismas nos últimos dois anos e descobriu que dois em cada três pacientes estavam ligados ao tabagismo. A pesquisa aponta que 62% dos pacientes que sofreram aneurismas cerebrais fumavam regularmente.

O levantamento destacou que os fumantes são até dez vezes mais propensos a apresentar hemorragias cerebrais causadas pelos aneurismas. O fumo, de acordo com a pesquisa, está diretamente ligado ao surgimento de casos em pacientes que já trataram do aneurisma ou que ainda enfrentam o problema.

Segundo Rafael Vicente Alves, neurocirurgião do Hospital de Transplantes do Estado de São Paulo, toxinas do cigarro enfraquecem uma proteína fibrosa e flexível, chamada de elastina, encontrada na parede dos vasos sanguíneos. A fragilidade da proteína facilita a ocorrência de um aneurisma, espécie de abaulamento do vaso, que ocorre quando há dilatação anormal de uma artéria ou veia do cérebro. O sangramento causado pelo rompimento desse vaso pode levar o paciente à morte.

“A doença é traiçoeira. Normalmente o paciente descobre que tem aneurisma quando ele sangra, e é um sangramento muito grave. Cerca de 12% a 15% dos pacientes evoluem para o óbito antes mesmo de chegar ao hospital”, explicou o especialista à Agência Brasil. Rafael ainda aponta que, dos pacientes que sobrevivem, cerca de 50% vão conviver com algum tipo de sequela grave.

Tratamento

A cirurgia é o principal procedimento para o tratamento do aneurisma. A técnica utilizada é chamada de embolização endovascular, na qual o paciente é operado com um pequeno corte feito, geralmente, próximo à virilha, por onde o material cirúrgico percorre os vasos do paciente até o local exato do aneurisma. No entanto, existem casos que precisam ser tratados pelo modo convencional, em que é feita a abertura do crânio.

A pesquisa também apontou que 80% dos pacientes submetidos à microcirurgia são do sexo feminino que têm entre 40 e 60 anos. Segundo os médicos os fatores hormonais são a principal causa dos aneurismas nessas mulheres.

Outras causas

Além do cigarro, existem outras causas que colaboram para o surgimento de aneurismas, como a hipertensão arterial, diabetes, alterações de colesterol, consumo de álcool e doenças infecciosas inflamatórias.

“As pessoas têm de trabalhar em fatores que elas conseguem controlar. Controle de pressão, diabetes, alteração de gorduras no sangue, evitar álcool, e não só não fumar, mas também não conviver com pessoas que fumam, para evitar fumar passivamente”, ressalta o médico.

* Com informações da Agência Brasil.

http://www.ecodesenvolvimento.org.br/posts/2011/dezembro/segundo-pesquisa-dois-em-cada-tres-pacientes-com

Fonte: http://envolverde.com.br/saude/

Potado por: Leonardo Araújo

Crianças deixam de acreditar no Papai Noel gradualmente e por conta própria, aponta estudo



Por pior que possa parecer, mentir para o seu filho para que ele acredite no Papai Noel não é algo ruim, tampouco esclarecer que o bom velhinho não passa de uma história de Natal: na realidade, a maioria das crianças descobre por si só a verdade, por volta dos sete anos de idade.
Esta é a conclusão de um estudo, realizado por pesquisadores da Universidade de Montreal, no Canadá. A pesquisa reuniu dados de um estudo realizado em 1896, que envolveu quase 1,5 mil crianças, com idades entre seis e 13 anos, e que foi repetido pelos pesquisadores em 1979. Mais de 46% das crianças em 1896 e 44% em 1979, descobriram por conta própria e gradualmente que o Papai Noel não existia.
E, apesar de adimitirem a decepção – 22% em 1896 e 39% em 1979 –, apenas 2% e 6% das crianças, respectivamente, sentiram-se traídas com a verdade.
De acordo com Serge Larivée, principal autor do estudo, as dúvidas sobre a possibilidade real de Papai Noel existir começam a surgir quando as crianças se aproximam da “idade da razão”. “Mas a maturidade cognitiva e o nível de pensamento que permitiriam uma criança de sete anos diferenciar o imaginário do real são insuficientes para que ela abandone o mito”, acrescenta Serge, ressaltando que a metade das crianças com essa idade em 1980 ainda acreditava no bom velhinho.
“O resultado constante dos dois estudos foi de que as crianças geralmente descobrem por meio de suas próprias observações e experiências que Papai Noel não existe. Nos dois casos, os pais apenas confirmaram a descoberta.”
Os números confirmam. Quase 25% das crianças em 1986 souberam da verdade pelos pais, em comparação a 40% em 1979. A maioria descobriu sozinha ou em conversa com outras crianças.
E, ao contrário do possível trauma que a descoberta possa trazer, na realidade o estudo mostra que, na verdade, as crianças aceitam as regras do jogo e até mesmo colaboram com os pais para que as crianças menores – irmãos ou primos – acreditem em Papai Noel. “É como um rito de passagem, onde, ao saberem da verdade, eles percebem que cresceram”, finaliza.

Publicado originalmente:
http://www.oqueeutenho.com.br/20606/criancas-deixam-de-acreditar-no-papai-noel-gradualmente-e-por-conta-propria-aponta-estudo.html#axzz1hC5nCAsi





Postado por: Leonardo Araújo



25/12/2011 NATAL ( Missa do dia)

Evangelho: João 1, 1-18 ou 1-5.8-14

Evangelho

Irmãos e irmãs, eu vos + anuncio e proclamo o evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, escrito pelo evangelista João.

No princípio era a Palavra, e a Palavra estava com Deus; e a Palavra era Deus.
No princípio, a Palavra estava com Deus. Por meio da Palavra, Deus fez todas as coisas, e nada do que existe foi feito sem ela. A Palavra era a fonte da vida, e essa vida trouxe a luz para todas as pessoas. A luz brilha na escuridão, e a escuridão não conseguiu apagá-la.
Houve um homem chamado João, que foi enviado por Deus para falar a respeito da luz. Ele veio para que por meio dele todos pudessem ouvir a mensagem e crer nela. João não era a luz, mas veio para falar a respeito da luz, a luz verdadeira que veio ao mundo e ilumina todas as pessoas.
A Palavra estava no mundo, e por meio dela Deus fez o mundo, mas o mundo não a conheceu. Aquele que é a Palavra veio para o seu próprio país, mas o seu povo não o recebeu. Porém alguns creram nele e o receberam, e a estes ele deu o direito de se tornarem filhos de Deus. Eles não se tornaram filhos de Deus pelos meios naturais, isto é, não nasceram como nascem os filhos de um pai humano; o próprio Deus é quem foi o Pai deles.
A Palavra se fez carne e habitou entre nós, cheia de amor e de verdade. E nós vimos a revelação da sua natureza divina, natureza que ele recebeu como Filho único do Pai.
João disse o seguinte a respeito de Jesus:
- Este é aquele de quem eu disse: "Ele vem depois de mim, mas é mais importante do que eu, pois antes de eu nascer ele já existia."
Porque todos nós temos sido abençoados com as riquezas do seu amor, com bênçãos e mais bênçãos. A lei foi dada por meio de Moisés, mas o amor e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo. Ninguém nunca viu Deus. Somente o Filho único, que é Deus e está ao lado do Pai, foi quem nos mostrou quem é Deus.

Apenas um breve comentário

A encarnação é o supremo ato de amor de Deus, que assume a condição humana, transformando-a pelo dom do amor pleno. Em Jesus não é assumida apenas a sua corporeidade individual, mas a condição corpórea de toda a humanidade, integrada em todos os valores de dignidade, justiça e verdade, que, no amor, são revestidos de eternidade.

"Deus é amor, e aquele que permanece no amor, permanece em Deus, e Deus, nele" (1 Jo 4,16). A encarnação real, amorosa e eterna, vivificante e eterna, de Deus entre os homens e mulheres, pequenos e humildes.

No prólogo do evangelho de João vemos a presença, a origem divina de Jesus como a Palavra eterna que procede de Deus e se faz carne, morando entre nós, e, por graça, torna-nos filhos de Deus filhos e eternos.

FELIZ NATAL A TODOS VÓS QUE SOIS DE CRISTO...

Oração
Pai, em teu Filho Jesus tu te fazes presente no meio de nós. Que eu saiba reconhecer-te e acolher-te na fragilidade humana do Verbo encarnado.

Fonte: http://www.teologiafeevida.com.br/modules/news/article.php?storyid=473


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quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Jogadores de futebol têm deficiências na alimentação



por Redação da Agência USP

Pesquisa na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP avaliou jovens jogadores de futebol e concluiu que nenhum dos atletas ingere a quantidade de vitaminas E e A recomendada. De acordo com o estudo, parte deles (35%) também não ingere o necessário de vitamina C. Além disso, foi detectada uma dieta muito elevada em proteínas e gorduras, e pobre em carboidratos, isto é, em açúcares. Segundo a autora do estudo, a nutricionista Francine Milani, os carboidratos são os principais combustíveis alimentares, principalmente por se tratar de atletas. Associado a isto, a pesquisa detectou danos aos componentes lipídicos e protéicos celulares do corpo, o que pode comprometer o desempenho e a saúde dos jogadores.

Esses resultados, diz Francine, preocupam, pois a demanda física elevada a que os jogadores são submetidos, associada a uma alimentação inadequada, pode levar os atletas ao estresse oxidativo, ou seja, ocorre um desequilíbrio em favor da formação acentuada de radicais livres pelo corpo e ao combate das defesas antioxidantes, o que faz os atletas sofrerem mais lesões, fadiga precoce, prejuízo na fase de recuperação pós-exercício ou jogo, diminuição na função imunológica e aumento de inflamações. Com esse quadro, diz, eles têm mais chances de adoecer e, consequentemente, também influencia na performance do atleta. “Por se tratar de adolescentes, esses efeitos podem ocasionar problemas no crescimento e no desenvolvimento”, afirma Francine.

Para a pesquisadora, ficou evidente a importância de uma adequada nutrição e a necessidade de uma educação nutricional no meio esportivo. “É necessário o acompanhamento e orientação individualizados, possibilitando um consumo alimentar balanceado, evitando deficiências ou excessos alimentares, prevenindo assim danos excessivos causados pelo exercício físico crônico”. O objetivo do estudo foi avaliar o estado nutricional e estresse oxidativo de jogadores de futebol. A amostra foi composta de 20 atletas de futebol adolescentes, em período competitivo, com média de 16 anos, Índice de Massa Corpórea (IMC) de 21,9 Kg/m2 e 2,6 anos de experiência futebolística.

Os jovens foram submetidos a um jogo treino de 60 minutos contínuos de duração, e avaliados em três momentos: antes do jogo, 30 minutos após o término e 24 horas após. Segundo a pesquisadora, foi avaliado o estado nutricional a partir de antropometria — composição corporal e IMC — e exames bioquímicos para perfil lipídico — colesterol total e frações. Também foram realizados exames para dano muscular — enzima creatina quinase e creatinina— e estresse oxidativo, com técnicas para verificação de danos aos componentes lipídicos e protéicos celulares, e defesa antioxidante não enzimática, representada pelas vitaminas antioxidantes E, C e A e glutationa reduzida. A ingestão alimentar foi determinada por meio de registro alimentar de três dias antecedentes e não consecutivos à partida avaliada.

Os resultados mostraram que o percentual de gordura corporal foi semelhante em todos os métodos utilizados para avaliação da composição corporal, ficando em torno de 11%, o que é esperado para atletas, e em conformidade com outros trabalhos. Já a ingestão energética média foi de 37,6 kcal/kg. “Esse percentual está dentro dos valores de recomendação, porém com uma distribuição de macronutrientes inadequada, apresentando uma dieta rica em proteínas e em gorduras e pobre em açúcares.”

Perfil lipídico

Francine afirma que o perfil lipídico apresentou-se dentro dos valores recomendados e não sofreu alterações com o estresse físico durante as três avaliações da partida. Porém, a enzima creatina quinase (CK) e a creatinina aumentaram significativamente 30 minutos após o jogo, demonstrando dano muscular, porém voltaram aos valores basais — de antes do jogo — após 24 horas da partida. Para a pesquisadora isso evidencia uma sobrecarga dos músculos na partida em que esses jogadores foram avaliados, demonstrando que foi um jogo de grande intensidade, causando lesões musculares, porém ainda com o organismo conseguindo se recuperar no dia seguinte.

“Com os treinos e competições e o fato de diversos campeonatos ocorrerem simultaneamente, essa sobrecarga é preocupante, pois provavelmente não há tempo suficiente para recuperação, tornando tal problema um ciclo vicioso, ou seja, o atleta não tem tempo de se recuperar e já é submetido a um novo estresse físico, aumentando ainda mais os problemas relatados”, diz a nutricionista.

“Um dado preocupante da pesquisa é que nenhum jogador atingiu as necessidades de ingestão de vitaminas E e A, recomendadas pela Ingestão Dietética de Referência (DRI), e 65% atingiram para a vitamina C, mas não houve homogeneidade no grupo para esta vitamina”, explica. Já os valores sanguíneos para tais vitaminas também aumentaram significativamente com 30 minutos após o término da partida, sendo que as vitaminas E e A ainda mantiveram-se elevadas no dia seguinte.

A pesquisadora relata que o recrutamento da defesa antioxidante não enzimática, principalmente às custas dessas vitaminas dietéticas, impediu a ocorrência de peroxidação lipídica, ou seja, não chegaram a ocorrer danos aos componentes lipídicos, representado pelo teste bioquímico Substâncias Reativas ao Ácido Tiobarbitúrico (TBARS), o qual não apresentou alterações significativas em nenhum momento avaliado. “Como a ingestão estava deficiente, se chega à conclusão de que, provavelmente, isso aconteceu devido à mobilização dessas vitaminas nos estoques corporais. Porém, se a ingestão alimentar continuar inadequada, isso com certeza prejudicaria essa positiva reação antioxidante dessas vitaminas e ocorreriam danos celulares”, explica Francine.

Por outro lado, diz, a nossa defesa endógena, formada por compostos antioxidantes já presentes no nosso organismo como, por exemplo, a glutationa reduzida, não foi suficiente para combater a oxidação protéica, visto que apresentou um aumento das proteínas carboniladas 24 horas após o jogo. Isso significa que os jogadores apresentaram um aumento preocupante de radicais livres provenientes de proteínas, demonstrando um dano aos componentes protéicos celulares do corpo.

A pesquisadora lembra que, nos últimos anos, vários estudiosos já identificaram o interesse em determinar as atribuições físicas, fisiológicas e psicológicas de jogadores de futebol a fim de identificar precocemente novos talentos. Ela ressalta, no entanto, que existem poucas informações sobre o estado nutricional e hábitos alimentares de jogadores de futebol adolescentes.

A pesquisa Perfil Nutricional e Estresse Oxidativo de Jogadores de Futebol Jovens foi orientada pelo professor Alceu Afonso Jordão Junior e defendida no mês de outubro de 2011.

* Publicado originalmente no site da Agência USP.

http://www.usp.br/agen/?p=84844



Postado por: Leonardo Araújo

Brasil terá bioinseticida contra dengue em 2012



por Vladimir Platonow, da Agência Brasil

Rio de Janeiro – O país contará com um importante aliado para combater a dengue no próximo ano. Um bioinseticida desenvolvido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e fabricado por uma indústria farmacêutica promete ser um divisor de águas na luta contra o Aedes aegypti, mosquito transmissor da doença.

O bioinseticida é resultado de quase dez anos de pesquisas coordenadas pela cientista Elizabeth Sanches, que trabalha na Farmanguinhos, unidade da Fiocruz responsável pela produção de medicamentos. Criado a partir do Bacillus thuringiensis e do Bacillus sphaericus, ele será produzido na forma de comprimidos, para dissolução em caixas d’água, ou em apresentações maiores, para utilização em açudes e reservatórios.

“No caso da dengue domiciliar, é recomendável a utilização do comprimido hidrossolúvel. O produto tem duas ações concomitantes: paralisa os músculos da boca e do intestino da larva e causa infecção generalizada nela”, explicou Elizabeth, engenheira bioquímica e bióloga.

A pesquisadora garantiu que o bioinseticida não apresenta qualquer risco para o meio ambiente. “Nós fizemos todos os testes referentes a impacto ambiental e toxicologia da formulação em animais de sangue quente, inclusive. Temos a segurança dos produtos que desenvolvemos, justamente por serem aplicados em ambientes domiciliares.

A Farmanguinhos concluiu o treinamento dos funcionários da empresa BR3, vencedora da licitação e que poderá iniciar a produção dentro de alguns meses, segundo Elizabeth. “A empresa acabou de ser treinada e está bem adiantada na implantação do projeto. Eu penso que no meio do ano que vem nós já tenhamos produtos dessa parceria tecnológica.”

Além do produto contra a dengue, a Farmanguinhos licenciou mais dois bioinseticidas: contra a malária e contra a elefantíase. A pesquisadora disse que produtos com ações semelhantes já são utilizados em outros países, como a China, mas não podem ser simplesmente importados para aplicação no Brasil: “o produto tem que ser desenvolvido com especificidade para o local de aplicação. Justamente para podermos ajustar a formulação para aquele ambiente”.

* Edição: Graça Adjuto.

** Publicado originalmente na Agência Brasil.

http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-12-17/brasil-tera-bioinseticida-contra-dengue-em-2012



Postado por: Leonardo Araújo

Ser Cristão

São pequenas gotas somadas que formam os grandes oceanos. O mínio tijolinho é importante numa construção.


Mesmo que os seres humanos prefiram as trevas, a luz que você acende clareia um pouco.


Ser cristão é exatamente isso: iluminar à nossa volta, apontando caminhos, soerguendo corações abatidos, distribuindo esperanças. E acreditando, apesar de tudo.




Pe. Roque Schneider, SJ

Postado por: Leonardo Araújo

Bom Humor

A vida está cheia de momentos de provações.

Não é raro, é preciso paciência, aceitação e despreendimento. Uma conduta, porém, atenua todo e qualquer momento difícil: o bom humor. A alegria é um ingrediente poderoso para viver mais e melhor.

Ela atrai coisas positivas, pois é nossa fé expressa através de um coportamento otimista.

Viver com bom humor é levar sempre consigo um passaporte, pronto para ser carimbado, no reino da Vida Nova, onde mora essa tal felicidade.

(Autor desconhecido).

Postado por: Leonardo Araújo

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Mensagens de Viver Bem

Nós da Pastoral da Saúde só temos agradecer a Deus pelos trabalhos realizados de todos os membros junto a nossa Comunidade neste ano de muitas realizações.
Agradecemos também a Deus por mais dois novos casais que estarão na nossa caminhada no ano de 2012 e que seja um ano de muitas conquistas com ações concretas.

Podemos ter uma vida melhor seguindo alguns passos:

1. Tenha Fé amando o seu próximo.
2. Ame-se criando.
3. Reserve um tempo para a sua família.
4. Eduque o seu filho com um boa conversa, diálogo e apoio.
5. Participe de sua comunidade.
6. Procure resolver os problemas com calma e paciência.
7. Partilhe o seu sentimento e ouvindo.
8. Respeite as diferenças.
9. De bons exemplos.
10. Peça desculpas e perdoe.

Mensagem dos membros da Pastoral da Saúde

Senhor quem vos seguir terá a Luz da Vida.
Tudo em Maria nos leva ao Pai e nos faça seguir os mandamentos de Deus.
Todos nós somos obras primas de Deus e o seu amor é infinito, pos isso, peça e ele estará ao seu lado com o seu espírito santo.

Alguns Salmos que nos ajudam a viver na Fé de Jesus Cristo.
Salmo 3 - Oração de confiança nas horas difíceis.
Salmo 6 - Oração em tempos de angústia.
Salmo 25 e 91 - Pedido de ajuda e proteção.
Salmo 120 - Contra as más linguas.

Um grande abraço a todos.

Todos os membros da Pastoral da Saúde.

Postado por: Leonardo Araújo


Comer peixe pode reduzir o risco de Alzheimer e melhorar a memória



Comer peixe cozido ou grelhado uma vez por semana ou mais pode melhorar saúde do cérebro e reduzir o risco de desenvolver transtorno cognitivo leve (TCL) e doença de Alzheimer. Esta é a conclusão de um estudo, realizado por pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de Pittsburg, nos Estados Unidos.

O estudo, apresentado mês passado no encontro anual da Sociedade Norte-Americana de Radiologia, envolveu 260 pessoas, com idade média de 71 anos, que não apresentavam problemas cognitivos. Todos preencheram questionários que avaliaram a quantidade de peixe que consumiam e como este era preparado.

Entre os participantes, 163 comiam peixe semanalmente ou menos, enquanto o restante consumia o alimento de uma a quatro vezes por semana. Exames de imagem do cérebro foram feitos no início do estudo e sete anos mais tarde.

Os pesquisadores descobriram que as células do cérebro responsáveis pela memória morriam mais rápido entre as pessoas que comiam pouco peixe, e 47% delas desenvolveram a doença de Alzheimer cinco anos após os exames. Por outro lado, apenas 3% das pessoas que comiam peixe de uma a quatro vezes por semana desenvolveram Alzheimer ou comprometimento leve da memória, já que as suas células cerebrais ficaram mais conservadas.

Os pesquisadores tentaram levar em conta outros fatores de risco para a perda de memória que poderiam afetar os resultados, incluindo idade, sexo, escolaridade, obesidade, atividade física e a presença do gene apolipoproteína E4 (ApoE4) – fator de risco para o Alzheimer. Ainda assim, a associação entre peixes, volume cerebral e demência permaneceu.

“Consumir o peixe cozido ou grelhado faz com que os neurônios na substância cinza do cérebro fiquem mais fortes, maiores e mais saudáveis”, explica Cyrus Raji, autor do estudo. “Esta escolha de estilo de vida simples aumenta a resistência do cérebro à doença de Alzheimer e reduz o risco para o TCL.”

No entanto, o autor ressalta que o consumo de peixe não estava relacionado ao aumento do tamanho do cérebro, o que o protegeria contra a perda congnitiva.

* Publicado originalmente no site O que eu tenho.

http://www.oqueeutenho.com.br/



Postado por: Leonardo Araújo